Nikolas Ferreira rejeita apoio a Hugo Motta e defende candidatura própria do PL à presidência da Câmara

Deputado afirma que o partido precisa preservar sua identidade política e aponta Luiz Philippe de Orleans e Bragança e Sóstenes Cavalcante como possíveis nomes para a disputa em 2027
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu que o Partido Liberal apresente um candidato próprio à presidência da Câmara dos Deputados em 2027. O parlamentar rejeita a possibilidade de apoiar a continuidade de Hugo Motta (Republicanos-PB) no comando da Casa e argumenta que o PL precisa manter independência nas decisões políticas, sem abrir mão de seus princípios em troca de espaço na estrutura do Legislativo.

A posição foi apresentada na terça-feira (3), após uma reunião na sede nacional do partido, em Brasília. Para Nikolas, a legenda precisa demonstrar coerência com o eleitorado que fortaleceu sua representação no Congresso Nacional, assumindo uma postura própria na escolha da próxima liderança da Câmara.

Entre os nomes que poderiam representar o partido na disputa, o deputado destacou Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), atual líder do PL na Câmara. Nikolas considera que ambos possuem condições de participar da corrida pelo comando da Casa, embora nenhuma candidatura tenha sido oficialmente definida.

“Luiz Philippe de Orleans e Bragança, acho que é um cara com capacidade. O Sóstenes também, o atual líder do PL, é um nome que eu acho que compõe, um nome que dialoga. Existem cenários aí, mas, mais uma vez, nada definido”, declarou.

A defesa de uma candidatura independente também envolve a relação política com Hugo Motta. Nikolas questionou a possibilidade de aproximação com o atual presidente da Câmara, especialmente diante do posicionamento adotado por Motta durante as eleições de 2026, quando apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Significa não caminhar junto com o Hugo Motta. Eu acho que manter a nossa identidade […] conversa com o Hugo de forma institucional, irei conversar com ele, inclusive, mas acredito que, neste momento, esse recado para as pessoas é muito importante”, afirmou.

Outro ponto criticado pelo parlamentar é a possibilidade de o PL negociar apoio em troca de cargos na Mesa Diretora ou no comando de comissões permanentes. Para Nikolas, a prioridade deve ser preservar a identidade política da legenda, em vez de concentrar as negociações na distribuição de posições dentro da Câmara.

A manifestação evidencia a defesa de uma atuação mais independente do PL nas articulações para 2027. Com uma das maiores bancadas do Congresso, o partido tem peso nas negociações e poderá desempenhar papel decisivo na escolha do próximo presidente da Câmara.

Até o momento, a direção nacional do PL não anunciou uma decisão oficial sobre o posicionamento da bancada. A definição dependerá das discussões internas e das articulações entre os parlamentares para a próxima legislatura.

A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados está prevista para 1º de fevereiro de 2027. A defesa de Nikolas é que o PL utilize sua força política para apresentar uma candidatura própria e disputar o comando da Casa sem depender de acordos com outros grupos.

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