Bombeiros enviam 48 profissionais e 16 viaturas; as 27 pessoas que estavam no imóvel escaparam com vida
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Um prédio comercial de quatro andares desabou na noite de sexta-feira (6), na Rua Maria Joaquina, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Apesar da gravidade do acidente e da destruição de grande parte da estrutura, não houve registro de mortes. Todas as pessoas que estavam no imóvel foram retiradas com vida.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 18h38. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, havia 35 pessoas no estabelecimento no momento do desabamento. Oito conseguiram sair por conta própria, enquanto outras 27 precisaram ser retiradas pelas equipes de resgate.
Entre as pessoas resgatadas, quatro sofreram ferimentos leves e foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca. Todas apresentavam quadro de saúde estável e não corriam risco de morte.
Operação de resgate e risco de novo desabamento
A ocorrência mobilizou dezenas de profissionais do Corpo de Bombeiros, além de viaturas da Polícia Militar e equipes da Defesa Civil. Os trabalhos incluíram buscas entre os escombros, avaliação da estrutura e utilização de cães farejadores para verificar a possibilidade de outras vítimas no local.
Durante a operação, os bombeiros identificaram sinais de instabilidade na estrutura, incluindo estalos e movimentações que poderiam provocar novos desabamentos. Por esse motivo, os trabalhos no interior do imóvel precisaram ser suspensos temporariamente para preservar a segurança dos profissionais.
Na manhã deste sábado (7), as equipes retomaram as buscas e iniciaram a retirada dos escombros com auxílio de maquinário. A operação também conta com avaliação técnica para permitir o avanço dos trabalhos em condições mais seguras.
Imóvel não tinha vistoria regular dos Bombeiros
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a situação documental do edifício. Segundo o Corpo de Bombeiros, o imóvel não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) vigente, documento que certifica o cumprimento das exigências de segurança contra incêndios e outras situações de emergência.
O prédio abrigava uma loja de roupas e tecidos. Informações preliminares apontam que trabalhadores estavam descarregando mercadorias e armazenando rolos de tecidos nos pavimentos superiores quando ocorreu o desabamento.
Uma das hipóteses levantadas pelas autoridades é que o excesso de peso na estrutura possa ter contribuído para o acidente. Entretanto, essa possibilidade ainda depende de investigação técnica.
Polícia investiga as causas do acidente
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do desabamento, incluindo as condições estruturais do edifício, a utilização dos pavimentos e a possível existência de irregularidades.
A Defesa Civil também avalia os imóveis próximos para verificar se existem riscos para outras construções da região. Um estabelecimento vizinho chegou a ser interditado preventivamente.
Apesar do cenário de destruição, o fato de todas as 35 pessoas que estavam no imóvel terem conseguido sair com vida evitou uma tragédia ainda maior. As investigações deverão esclarecer o que provocou o colapso da estrutura e se houve falhas na manutenção, fiscalização ou utilização do prédio.
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