Bruno Henrique do Flamengo vira réu por suposto envolvimento ilegal em apostas esportivas

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 Atacante e familiares são acusados de lucrar com palpites em partida do Brasileirão de 2023; defesa anuncia recurso.
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

A Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) acolheu, na última quinta-feira (4), recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e tornou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, réu por suposto estelionato. A decisão foi unânime.

Além do jogador, seu irmão Wander Nunes Pinto Júnior, a cunhada Ludymilla Araújo Lima e outras seis pessoas também foram incluídas como rés. Se condenados, podem cumprir pena de um a cinco anos de prisão.

O caso remonta a uma partida do Brasileirão de 2023 contra o Santos, em Brasília, quando Bruno Henrique foi advertido com cartão amarelo e vermelho. A denúncia aponta que ele teria agido deliberadamente para receber o cartão, beneficiando apostadores, incluindo familiares, que haviam feito palpites de que o jogador seria advertido. Segundo o TJDFT, o volume e a origem das apostas reforçam a suspeita de fraude.

Em primeira instância, o juiz Fernando Brandini Barbagalo havia negado a transformação da denúncia em ação por estelionato, argumentando que não havia elementos suficientes para acusar Bruno Henrique.

O relator do caso no TJDFT, desembargador Demétrius Gomes, considerou que as comunicações da International Betting Integrity Agency (IBIA), associação internacional de integridade de apostas, representavam adequadamente as casas de apostas, justificando a aceitação do recurso do MP.

Durante o julgamento, os desembargadores também rejeitaram pedido do MPDFT de fiança de R$ 2 milhões, argumentando que o atleta não apresenta risco de fuga.

A defesa do jogador anunciou que irá recorrer da decisão, alegando que o caso foi fundamentado de forma equivocada e reiterando que não há denúncia formal das casas de apostas contra Bruno Henrique.

Multa na esfera esportiva

Em novembro, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já havia julgado Bruno Henrique e decidido apenas aplicar multa de R$ 100 mil, valor máximo permitido, sem impedir que o atacante continuasse jogando.

O advogado Michel Assef Filho destacou que a análise do caso diferiu de outras operações esportivas, não cabendo a aplicação de artigos que poderiam resultar em suspensão do jogador.

Resumo do caso

Bruno Henrique é acusado de beneficiar apostadores ao receber cartões em uma partida específica, com apostas registradas por contas recém-criadas e em volumes atípicos.

A investigação aponta que parte das apostas foi feita na cidade natal do atleta, Belo Horizonte, e por clientes novos que demonstraram forte confiança na ocorrência do evento.

O processo agora segue no TJDFT, e a decisão final poderá resultar em pena de prisão caso o jogador e os demais réus sejam condenados.

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