Brasileira é presa nos EUA após fingir ser dentista e não concluir tratamento de canal

Ana Cristina Amato foi acusada de exercício ilegal da odontologia, agressão qualificada e facilitação financeira de atividade criminosa

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

A brasileira Ana Cristina Amato, natural de São Paulo, foi presa recentemente em Nova Jersey, nos Estados Unidos, por realizar trabalho odontológico sem licença. Ela foi denunciada por um homem que pagou por um tratamento de canal não finalizado.

O paciente lesado procurou a polícia do distrito de South River e relatou que agendou uma consulta com Ana na região de Old Bridge, depois de ver um anúncio dela em um grupo do WhatsApp. O homem disse que concordou em pagar US$ 1 mil pelo procedimento, o equivalente a cerca de R$ 5.237 na cotação atual.

Quando o paciente chegou para a consulta, em 22 de setembro de 2025, a brasileira injetou um anestésico em sua gengiva. Em seguida perfurou o dente e começou o procedimento, mas parou abruptamente, pedindo que ele retornasse outro dia naquela semana.

O homem voltou para concluir o tratamento, mas Cristina informou que não poderia finalizá-lo, apresentando uma lista de dentistas da região que poderiam concluir o trabalho. Quando o paciente pediu o reembolso dos US$ 300 que já tinha pago, a falsa dentista se recusou a devolver e houve uma discussão.

Indignado, o homem compareceu à delegacia do distrito de South River para prestar queixa, em 27 de setembro, ainda com gaze na boca e sangrando. As autoridades policiais iniciaram uma investigação que culminou na prisão da brasileira em 19 de fevereiro.

Ela foi acusada de exercício ilegal da odontologia, agressão qualificada e facilitação financeira de atividade criminosa. A investigação sobre o caso segue em andamento.

“O que começou como uma chamada de rotina para uma disputa demonstrou por que o trabalho policial minucioso é importante. O sargento Roselli e o policial Szukics perceberam que algo não estava certo e tomaram as medidas adicionais necessárias para proteger o público”, disse o chefe de polícia de South River, Tinitigan.

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