Governo Lula revoga visto de assessor de Trump que planejava visitar Bolsonaro na prisão

Arte/Metrópoles
Decisão foi anunciada após controvérsia diplomática envolvendo a tentativa de visita ao ex-presidente brasileiro
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu revogar o visto do assessor do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump que pretendia viajar ao Brasil para visitar Jair Bolsonaro na prisão. A medida foi confirmada nesta sexta-feira (13) e intensificou a tensão diplomática em torno do caso.

O assessor, Darren Beattie, havia manifestado interesse em ir ao Brasil para participar de compromissos políticos e também visitar Bolsonaro, que se encontra preso enquanto responde a processos relacionados aos acontecimentos políticos posteriores às eleições de 2022.

Segundo o governo brasileiro, a revogação do visto foi tomada após avaliação do Itamaraty e de autoridades de segurança, que consideraram a visita inadequada no atual contexto político e jurídico. A decisão ocorreu depois de questionamentos sobre a possibilidade de interferência externa em um caso conduzido pela Justiça brasileira.

Visita foi barrada pela Justiça

A tentativa de encontro também foi analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por processos relacionados ao ex-presidente. O magistrado entendeu que a visita não tinha relação direta com questões jurídicas do caso e poderia gerar repercussões políticas indesejadas.

Com isso, a autorização para o encontro não foi concedida, o que acabou ampliando o impasse envolvendo a viagem do assessor norte-americano.

Reação política

Durante evento público, Lula afirmou que a decisão sobre o visto também representa uma resposta diplomática a restrições impostas anteriormente por autoridades dos Estados Unidos contra integrantes do governo brasileiro. O presidente indicou que medidas desse tipo devem ser tratadas com reciprocidade nas relações entre os países.

O episódio ocorre em um momento sensível nas relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante das diferenças políticas entre os governos de Lula e Trump.

Impacto diplomático

Especialistas em relações internacionais avaliam que o caso pode provocar ruídos diplomáticos temporários, mas não deve comprometer a cooperação estratégica entre os dois países em áreas como comércio, segurança e energia.

Ainda assim, o episódio reforça o clima de polarização política que envolve a figura de Bolsonaro e seus aliados, tanto no Brasil quanto no exterior.

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