Ex-presidente apresenta melhora pulmonar e redução da inflamação; defesa aguarda decisão de Alexandre de Moraes sobre pedido de prisão domiciliar
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta, mesmo apresentando sinais consistentes de melhora clínica. Ele está hospitalizado desde o dia 13 de março, após apresentar sintomas como vômitos, calafrios e mal-estar.
De acordo com o boletim médico mais recente, houve evolução positiva no quadro pulmonar do ex-presidente. Exames de imagem indicaram melhora nos pulmões, enquanto os marcadores inflamatórios — que costumam levar mais tempo para normalizar — também apresentaram redução significativa. Esses avanços sugerem que o organismo está respondendo bem ao tratamento.
Atualmente, Bolsonaro está em uma unidade classificada como de cuidados intermediários, considerada um estágio entre a UTI convencional e a internação em quarto. Apesar da evolução, a equipe médica mantém cautela e evita estabelecer um prazo definitivo para alta da terapia intensiva.
O tratamento inclui uso de antibióticos para combater uma infecção pulmonar bacteriana, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora. Segundo informações médicas, o ciclo de antibióticos está aproximadamente na metade, e a continuidade da melhora poderá permitir a transferência para um ambiente menos intensivo nos próximos dias.
O quadro clínico chegou a se agravar no dia seguinte à internação, quando foram observadas alterações nas funções renais e aumento de indicadores inflamatórios. No entanto, a resposta ao tratamento nos dias seguintes possibilitou estabilização e posterior melhora, culminando na transferência para a unidade semi-intensiva.
Paralelamente à recuperação de saúde, o caso também envolve uma decisão judicial aguardada pela defesa do ex-presidente. Os advogados de Bolsonaro solicitaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a concessão de prisão domiciliar. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena relacionada à condenação por envolvimento em uma tentativa de ruptura institucional.
A defesa sustenta que a medida não configura privilégio, mas sim uma necessidade médica, diante dos riscos associados à continuidade do tratamento em ambiente prisional. Entre os argumentos apresentados estão a possibilidade de agravamento do quadro clínico e a necessidade de acompanhamento constante por profissionais de saúde, além de acesso rápido a atendimento emergencial.
O senador Flávio Bolsonaro também reforçou o pedido em reunião recente com o ministro, classificada como produtiva. Segundo ele, a análise da solicitação será feita em momento oportuno, sem prazo definido até o momento.
Enquanto aguarda a decisão judicial, Bolsonaro segue sob monitoramento intensivo, com evolução considerada positiva, porém ainda inspirando cuidados.
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