Kataguiri aciona CPMI e mira dados financeiros de Moraes e Viviane Barci de Moraes

Parlamentar aponta valores elevados do Banco Master e pede apuração sobre fluxo de recursos

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou requerimentos na CPMI do INSS solicitando a quebra de sigilos bancário e fiscal do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. O período solicitado para análise vai de 1º de janeiro de 2024 até 24 de março de 2026.

Além disso, o parlamentar também pediu que o Coaf forneça Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) para auxiliar nas investigações sobre possíveis movimentações financeiras suspeitas.

Valores milionários entram na mira da CPMI

Segundo os requerimentos apresentados, a investigação busca esclarecer a origem e o destino de aproximadamente R$ 80,2 milhões que teriam sido repassados à advogada ao longo de cerca de 22 meses.

O montante é considerado fora do padrão de mercado, o que, de acordo com o deputado, justifica uma apuração mais aprofundada para verificar se há ligação com contratos sob suspeita investigados pela CPMI.

Foco no possível compartilhamento de recursos

Outro ponto central levantado é a possibilidade de comunhão patrimonial ou circulação de valores dentro do núcleo familiar, o que poderia, em tese, envolver direta ou indiretamente o próprio ministro.

O objetivo é identificar se houve trânsito de recursos entre contas, pagamento de despesas ou aquisição de bens, o que poderia indicar conexões financeiras relevantes dentro do contexto investigado.

Transparência de autoridades sob questionamento

O deputado defende que autoridades públicas, especialmente em cargos elevados, devem estar sujeitas ao máximo nível de transparência, principalmente quando surgem indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas.

Para ele, a quebra de sigilo é “o único meio técnico” capaz de rastrear a real origem e destino dos valores envolvidos.

Pedido contra outro ministro foi retirado

Inicialmente, também havia um pedido envolvendo o ministro Flávio Dino, mas a solicitação foi retirada posteriormente do sistema da Câmara, sem explicações detalhadas.

Pressão política e tensão entre Poderes

O caso aumenta a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal e reforça o clima de tensão entre Legislativo e Judiciário. A CPMI do INSS, que já investiga fraudes bilionárias, passa agora a mirar possíveis conexões que envolvem pessoas próximas a autoridades de alto escalão.

A decisão sobre a quebra de sigilos ainda depende da aprovação da comissão, o que deve gerar forte debate político nos próximos dias.

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