Moraes aciona PGR para avaliar cirurgia de Bolsonaro no ombro

Exames confirmaram lesão; Procuradoria tem prazo de cinco dias para análise

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O despacho foi assinado nesta quinta-feira (23), após solicitação formal apresentada na segunda-feira (21).

A defesa de Bolsonaro sugeriu inicialmente que o procedimento fosse realizado já nesta sexta-feira (24) ou no sábado (25). No entanto, o prazo concedido ultrapassa as datas propostas, o que pode adiar a cirurgia, dependendo da análise da PGR e da decisão final do ministro.

Diagnóstico e recomendação médica

De acordo com os advogados, o ex-presidente sofre de lesão no manguito rotador do ombro direito, condição que tem causado dores intensas e limitações de movimento. O problema foi confirmado por exames, incluindo uma ressonância magnética realizada durante internação hospitalar.

As primeiras informações foram divulgadas pelo cardiologista Brasil Caiado, responsável pela equipe médica. Segundo os documentos anexados ao processo, Bolsonaro já realizou fisioterapia e está clinicamente apto para a cirurgia, considerada necessária para melhorar sua qualidade de vida.

Prisão domiciliar e contexto jurídico

Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária por 90 dias, concedida após diagnóstico de broncopneumonia. A medida prevê acompanhamento médico contínuo e reavaliação ao final do período.

A defesa também solicitou a inclusão de um cuidador específico, ligado à família da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas o pedido foi negado. Moraes rejeitou a solicitação por falta de qualificação técnica na área de saúde, exigida para esse tipo de função.

Condenação e possível revisão de pena

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. No entanto, há movimentações no Congresso Nacional para tentar alterar esse cenário.

Aliados articulam a derrubada do veto do presidente Lula a um projeto de lei sobre dosimetria penal, o que poderia reduzir a pena para cerca de dois anos e quatro meses. A proposta ainda depende de votação e, se aprovada, pode impactar diretamente a situação jurídica de Bolsonaro.

Próximos passos

Agora, a decisão sobre a cirurgia depende do parecer da PGR, que deverá ser apresentado dentro do prazo estabelecido.

Após isso, caberá a Alexandre de Moraes autorizar ou não o procedimento, considerando tanto os laudos médicos quanto as condições impostas pela prisão domiciliar.

O caso une elementos jurídicos, políticos e de saúde, e deve continuar gerando repercussão nos próximos dias.

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