“Fingindo trabalhar”: fala de Lula sobre PF gera reação da categoria

Associação de delegados contesta declaração e critica generalização sobre servidores

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas à atuação de parte de agentes e delegados da Polícia Federal durante declaração, ao comentar a situação de servidores cedidos a outros órgãos.

Segundo o presidente, alguns profissionais estariam afastados das funções originais na corporação e deveriam retornar às atividades na PF para reforçar o combate ao crime organizado.

Lula afirmou:

“Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Mas aqueles agentes, ou delegados, que estão aí em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado neste país. E nós precisamos de todos os delegados, todos os agentes trabalhando para prender bandido neste país.”

A declaração gerou reação imediata de representantes da categoria. A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgou nota contestando a fala do presidente e afirmando que ela coloca em dúvida o comprometimento dos profissionais.

Segundo a entidade, a fala “coloca em dúvida o comprometimento de delegados da PF, ao dizer que profissionais estariam ‘fingindo trabalhar’”, além de simplificar o debate sobre segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado.

A associação também destacou que o número de delegados cedidos atualmente é de 53 profissionais, o que representa menos de 3% do total em exercício na Polícia Federal. Para a ADPF, esse quantitativo não justifica a ideia de que o retorno desses servidores seria suficiente para impactar diretamente o combate à criminalidade.

Em nota, a entidade reforçou que os profissionais cedidos continuam exercendo funções relevantes em outros órgãos públicos.

“São profissionais que seguem contribuindo ativamente para o fortalecimento das políticas públicas, não havendo qualquer fundamento para questionamentos generalizados sobre sua dedicação ou desempenho”, diz o comunicado.

A ADPF também afirmou que não se deve criar a percepção de que uma única medida administrativa seria capaz de resolver o problema da criminalidade no país, destacando que o tema envolve uma estrutura mais ampla e complexa.

As declarações repercutiram entre integrantes da categoria e reacenderam o debate sobre a gestão de pessoal da Polícia Federal e o uso de servidores em outras áreas do serviço público, além do papel da instituição no enfrentamento ao crime organizado.

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