PF apura suspeita de fraude em concurso realizado em Campo Grande

Provas ocorreram em julho de 2025 para cargos da Polícia Federal, com salários iniciais acima de R$ 15 mil

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (30) a Operação Fraudis, com o objetivo de apurar um suposto esquema de fraude em concurso público da própria corporação realizado em 2025. A ação mobilizou agentes para o cumprimento de mandados de busca e apreensão no município de Cascavel (PR), embora os indícios apontem que as irregularidades teriam ocorrido durante a aplicação das provas em Campo Grande (MS).

De acordo com as investigações, os suspeitos teriam participado do certame em julho do ano passado, concorrendo a cargos estratégicos como agente, escrivão, perito criminal, papiloscopista e delegado. A apuração foi encaminhada à Justiça Federal após a identificação de que os investigados realizaram as provas na capital sul-mato-grossense.

Durante a operação, foram apreendidos celulares e computadores, que passarão por perícia técnica. O objetivo é reunir evidências que possam comprovar a existência de fraude, além de identificar possíveis ramificações do esquema e outros envolvidos.

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e têm como foco “apurar a extensão das irregularidades e responsabilizar todos os participantes do eventual esquema criminoso”.

Concurso de grande porte e alta concorrência

O concurso público em questão contou com ampla adesão nacional, registrando cerca de 220 mil inscritos em todo o país. A maior concorrência foi para o cargo de agente, com mais de 137 mil candidatos.

Ao todo, foram ofertadas mil vagas iniciais, com salários atrativos que variavam de aproximadamente R$ 15 mil a R$ 27,8 mil, além de benefícios como auxílio-alimentação, assistência à saúde e apoio pré-escolar.

Apesar do avanço das etapas seguintes, como prova oral, avaliação psicológica e heteroidentificação, o concurso passou a ser alvo de questionamentos após a revelação de possíveis fraudes. Em abril de 2026, o governo federal autorizou a nomeação de mais mil aprovados, decisão que agora ocorre sob suspeita e levanta críticas sobre a transparência e a fiscalização do processo seletivo.

Impacto e próximos passos

A abertura de investigação sobre possível fraude levanta questionamentos sobre a lisura do processo seletivo, podendo gerar desdobramentos relevantes.

Caso sejam confirmadas irregularidades, poderão ocorrer responsabilização criminal dos envolvidos, revisão de etapas do concurso e até anulação de resultados específicos. A Polícia Federal não informou prazo para a conclusão das investigações, mas reforçou que o caso é tratado com prioridade.

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