Sanção por conduta discriminatória contra Vinicius Júnior passa a ter efeito global e pode tirar jogador dos primeiros jogos no Mundial
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
O Comitê Disciplinar da FIFA decidiu que a suspensão aplicada ao argentino Gianluca Prestianni terá efeito em nível mundial. Punido inicialmente pela UEFA por “conduta discriminatória”, o jogador poderá cumprir parte da sanção durante a Copa do Mundo, caso seja convocado pela Argentina.
A punição foi imposta após episódio envolvendo Vinicius Júnior, do Real Madrid, em partida da Liga dos Campeões. O brasileiro denunciou ter sido alvo de ofensa racista durante o confronto.
Suspensão pode impactar presença no Mundial
Prestianni recebeu gancho de seis jogos, sendo três deles em caráter condicional,válidos apenas em caso de reincidência no período de dois anos. Como já cumpriu uma partida, ainda restam duas suspensões obrigatórias.
Com a decisão da Fifa de ampliar o alcance da pena, esses jogos poderão ser cumpridos em competições internacionais organizadas pela entidade, incluindo a Copa do Mundo. Caso esteja na lista do técnico Lionel Scaloni, o jogador pode desfalcar a equipe nas duas primeiras partidas.
O episódio também contribuiu para uma alteração nas regras do futebol. A International Football Association Board passou a prever expulsão para atletas que escondam a boca ao proferir ofensas em campo, medida que já estará em vigor na próxima Copa.
Entenda o caso de racismo
A confusão ocorreu durante jogo no Estádio da Luz, em Lisboa, após Vinicius Júnior marcar um gol e comemorar próximo à torcida adversária. A reação de jogadores do Benfica deu início a um tumulto.
Na sequência, o brasileiro relatou ao árbitro François Letexier ter sido alvo de insultos racistas por parte de Prestianni. O atacante Kylian Mbappé também afirmou ter ouvido as ofensas. O juiz acionou o protocolo antirracismo da UEFA e interrompeu a partida por cerca de 10 minutos.
Após o jogo, Vinicius voltou a denunciar o caso publicamente. Prestianni negou a acusação, alegando outra expressão, versão também mencionada por Aurélien Tchouaméni.
A decisão da Fifa reforça o endurecimento das punições em casos de discriminação no futebol e amplia seus efeitos no cenário internacional.
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