Lula pede a Trump extradição de brasileiros ligados ao crime organizado nos EUA

“Se quiser combater o crime organizado, tem de começar a entregar alguns dos nossos”, diz presidente

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a extradição de brasileiros ligados ao crime organizado que estariam vivendo em Miami, na Flórida. A declaração foi dada durante o lançamento do programa federal “Brasil Contra o Crime Organizado”, em Brasília.

Segundo Lula, o crime organizado expandiu sua atuação no Brasil e hoje também está presente em setores empresariais e em estruturas públicas. Durante o discurso, o presidente relatou uma conversa direta com Trump sobre cooperação internacional para combater facções criminosas e o narcotráfico.

“Disse ao presidente Trump: ‘Se quiser combater o crime organizado, você tem de começar a entregar alguns dos nossos que estão morando em Miami’”, declarou Lula.

A fala ocorreu dias após o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, em Washington. A reunião teve como foco temas ligados à segurança pública, narcotráfico, comércio internacional e cooperação entre os dois países.

Governo lança pacote de R$ 11 bilhões contra o crime organizado

Durante o evento, o governo federal anunciou oficialmente o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, que prevê investimento total de R$ 11 bilhões.

Segundo o Palácio do Planalto, o pacote será dividido entre R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões em financiamentos do BNDES destinados aos estados.

O programa será estruturado em quatro frentes principais:

• Combate à lavagem de dinheiro das facções criminosas;

• Reforço da segurança no sistema prisional;

• Melhoria das investigações e solução de homicídios;

• Combate ao tráfico de armas e munições.

O governo afirma que o objetivo é ampliar a integração entre forças estaduais e federais e enfraquecer financeiramente organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios.

A iniciativa ocorre em meio a cobranças por resultados mais efetivos na área da segurança pública e aumento da pressão sobre o governo federal no enfrentamento ao crime organizado.

Trump mantém discurso rígido contra organizações criminosas

O encontro entre Lula e Donald Trump foi acompanhado com atenção por autoridades brasileiras e norte-americanas, principalmente por envolver segurança pública e narcotráfico internacional.

Trump é conhecido por defender medidas mais duras contra imigração ilegal, cartéis e organizações criminosas, com foco no fortalecimento das fronteiras e no endurecimento das ações de segurança.

O governo brasileiro divulgou detalhes da reunião ao longo da semana, mas não houve pronunciamento conjunto oficial entre os dois presidentes após o encontro.

Avanço das facções aumenta pressão por medidas mais rígidas

A declaração de Lula sobre brasileiros ligados ao crime organizado vivendo nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a expansão internacional das facções criminosas brasileiras.

Nos bastidores políticos, integrantes da oposição afirmam que o avanço do crime organizado se tornou um dos maiores desafios do país, aumentando a cobrança por ações mais rígidas no combate ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas.

Especialistas em segurança pública apontam que facções brasileiras ampliaram atuação fora do país nos últimos anos, especialmente em rotas ligadas ao tráfico de drogas, contrabando de armas e movimentação ilegal de recursos financeiros.

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