Viana desafia aliados de Lula a assinarem CPMI do Banco Master

Senador critica falta de apoio à investigação no Congresso enquanto cresce pressão por apuração ampla sobre o caso financeiro

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O senador Carlos Viana (PL-MG) intensificou a pressão sobre parlamentares ligados ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e desafiou aliados do Planalto a assinarem o pedido de criação da CPMI do Banco Master. A declaração foi feita nesta quinta-feira (14), durante o segundo dia de coleta de assinaturas no Congresso Nacional.

Segundo o parlamentar mineiro, até o momento nenhum congressista alinhado ao Palácio do Planalto havia aderido ao requerimento apresentado pela oposição. A cobrança ocorre em meio ao aumento da repercussão política do caso e ao avanço das investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

“Se o governo realmente quer investigação, precisa assinar a CPMI da oposição e deixar a apuração avançar sem manobras políticas”, afirmam aliados de Viana nos bastidores do Congresso.

PT tenta reagir após críticas por não apoiar primeira CPI

A pressão sobre o governo aumentou depois que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, admitiu publicamente que o partido “errou” ao não apoiar o requerimento original da CPI apresentado pela oposição.

A declaração gerou desconforto entre aliados do governo, já que o PT havia optado por apoiar um pedido alternativo protocolado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), em vez de aderir ao requerimento com maior apoio parlamentar.

Nos bastidores, parlamentares de oposição afirmam que a mudança de discurso da esquerda ocorreu apenas após o aumento da repercussão nacional do caso e do desgaste político provocado pelas investigações.

A avaliação entre senadores da oposição é de que o governo tenta assumir o controle narrativo da investigação depois de inicialmente evitar associação direta com o escândalo.

Disputa política amplia tensão no Congresso

Durante pronunciamentos recentes, parlamentares passaram a citar órgãos federais como Banco Central, Ministério da Fazenda, Casa Civil, Previdência Social, INSS e até setores ligados à Presidência da República como estruturas supostamente cercadas por operadores investigados.

O discurso reforça a disputa política em torno da CPMI. Enquanto aliados do governo tentam associar o caso ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, parlamentares da direita afirmam que há tentativa de desviar o foco das suspeitas envolvendo integrantes próximos ao atual governo.

A oposição defende que a CPMI tenha amplo poder de investigação para convocar empresários, ex-diretores, autoridades públicas e integrantes do sistema financeiro citados nas apurações.

Nos corredores do Congresso, cresce a percepção de que a CPMI do Banco Master pode se transformar em uma das maiores crises políticas do governo Lula neste mandato.

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