PF apreende cerca de 1.900 litros de combustível ilegal na fronteira

Prisão de cinco suspeitos durante operação em Guajará-Mirim (RO), após identificação de ponto clandestino na fronteira

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Polícia Federal prendeu em flagrante cinco pessoas nesta quinta-feira (4), durante uma operação de fiscalização realizada no município de Guajará-Mirim, em Rondônia, região de fronteira com a Bolívia.

A ação teve início após equipes realizarem patrulhamento aéreo na região do Rio Mamoré. Durante o monitoramento, os agentes identificaram embarcações transportando galões de combustível em um ponto clandestino localizado às margens do rio, utilizado para a entrada irregular de produtos no território brasileiro.

No local, foram apreendidos aproximadamente 1.900 litros de combustível que, segundo as autoridades, haviam sido introduzidos ilegalmente no país sem documentação fiscal e sem o devido controle aduaneiro.

Os cinco suspeitos foram presos em flagrante e poderão responder, em tese, pelo crime de contrabando, cuja pena pode incluir reclusão e multa, conforme previsto na legislação brasileira.

Após a apreensão, todo o combustível foi encaminhado à Receita Federal, que ficará responsável pelos procedimentos administrativos cabíveis.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema, além de apurar a origem da carga e o destino do combustível que estava sendo transportado de forma irregular.

A operação contou com a participação do Grupo Integrado de Segurança de Fronteira (GISF), da Gerência de Aviação do Estado (GAVE/SESDEC), da Polícia Militar de Rondônia e da Polícia Civil de Rondônia. A ação integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A região de Guajará-Mirim é considerada estratégica para o combate ao contrabando, tráfico e outros crimes transfronteiriços, devido à extensa área de fronteira entre o Brasil e a Bolívia. As forças de segurança têm intensificado as operações de monitoramento e fiscalização para impedir a atuação de organizações criminosas que utilizam rotas fluviais para o transporte ilegal de mercadorias.

Segundo as autoridades, ações conjuntas como esta buscam fortalecer a segurança nas fronteiras e impedir prejuízos à arrecadação pública, além de combater atividades que alimentam redes criminosas na região amazônica.

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