Senador criticou a política de segurança do governo e defendeu medidas mais duras contra facções
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou um debate promovido pelo Grupo Voto nesta segunda-feira (8) para fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abordando principalmente temas relacionados à segurança pública e ao combate às facções criminosas.
Durante sua participação, o parlamentar defendeu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. Segundo ele, essa medida representaria uma oportunidade para ampliar o enfrentamento ao crime organizado no país.
“É a maior oportunidade que nós temos de acabar com esse poder paralelo. Então não tem que ter tolerância, tem que ter unidade da nossa parte”, afirmou Flávio Bolsonaro durante o debate.
Ao comentar a posição do governo federal contrária à classificação das facções como grupos terroristas, o senador criticou o presidente Lula e afirmou que o petista estaria adotando uma postura equivocada diante do avanço das organizações criminosas.
A classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas foi o principal tema das críticas feitas por Flávio Bolsonaro ao governo federal.
O senador também voltou a mencionar a visita do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, quando Dino ainda ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.
“O ministro da Justiça do Lula, chamado Flávio Dino, entra numa favela no Rio chamada Complexo da Maré, violentíssima, o berço do Comando Vermelho. O que vocês acham que aconteceu ali?”, declarou o senador.
Além disso, Flávio Bolsonaro citou visitas de campanha realizadas por Lula em comunidades cariocas, incluindo o Complexo do Alemão. O senador associou esses episódios ao debate sobre segurança pública e à relação do governo com o combate às facções criminosas.
Segundo Flávio Bolsonaro, o governo federal adota uma postura inadequada no enfrentamento às organizações criminosas que atuam em diversas regiões do país.
A posição defendida pelo governo federal é de que a classificação de facções como organizações terroristas poderia gerar implicações jurídicas e diplomáticas, incluindo questionamentos sobre eventual participação de autoridades estrangeiras em ações relacionadas ao combate desses grupos.
A Presidência da República, o Supremo Tribunal Federal e o gabinete do ministro Flávio Dino já foram procurados por veículos de imprensa sobre as declarações e episódios citados.
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