Segundo o ex-governador, o bloqueio de R$ 4,3 bilhões enfraqueceu ações de combate ao crime nas fronteiras
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (8). Em vídeo publicado nas redes sociais, Caiado afirmou que o governo federal teria enfraquecido o combate ao narcotráfico ao reduzir recursos destinados à área da Defesa.
Segundo o pré-candidato, o bloqueio de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa teria afetado diretamente a capacidade operacional das Forças Armadas, especialmente nas regiões de fronteira. Caiado declarou que a redução de recursos resultou no cancelamento de operações militares que auxiliavam no combate ao tráfico de drogas e outros crimes transnacionais.
Durante a gravação, o ex-governador afirmou que o Brasil enfrenta um avanço das organizações criminosas em áreas estratégicas da Amazônia e acusou o governo federal de não priorizar o enfrentamento ao narcotráfico. Em uma das declarações mais contundentes, ele disse que o presidente Lula teria “entregado a soberania do Brasil ao narcotráfico”, relacionando o aumento da circulação de drogas à diminuição da presença das forças de segurança em regiões de fronteira.
Caiado também argumentou que a Amazônia se tornou uma importante rota internacional para o escoamento de cocaína produzida em países vizinhos. Segundo ele, o fortalecimento da presença das Forças Armadas seria essencial para recuperar o controle territorial e impedir o avanço das facções criminosas.
“O governo retirou recursos justamente de uma área estratégica para a segurança nacional. Sem fiscalização adequada das fronteiras, o crime organizado ganha espaço e amplia sua atuação”, afirmou o pré-candidato.
As declarações ocorrem após o governo federal anunciar, no fim de maio, um bloqueio de recursos no orçamento de diversos ministérios, incluindo a área da Defesa. A medida foi apresentada pelo Executivo como parte dos ajustes fiscais necessários para cumprir as metas previstas no arcabouço fiscal.
Até o momento, o Palácio do Planalto não havia respondido especificamente às críticas feitas por Caiado sobre a relação entre os cortes orçamentários e as operações de combate ao narcotráfico nas fronteiras.
A segurança pública e o combate às facções criminosas devem ocupar posição central no debate eleitoral de 2026, especialmente diante do crescimento das discussões sobre tráfico internacional de drogas, controle das fronteiras e atuação das forças de segurança em áreas consideradas estratégicas para a soberania nacional.
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