Ronickson segue em estado grave na UTI, enquanto a polícia avança nas investigações do atentado
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça durante um atentado no último sábado (27), permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo. O policial passou por uma delicada cirurgia neurológica de emergência e, apesar da gravidade do quadro, apresentou os primeiros sinais positivos de recuperação.
Em comunicado divulgado pela família nas redes sociais neste domingo (28), foi informado que Ronickson apresentou resposta neurológica positiva, além de evolução clínica considerada satisfatória pelos médicos. O estado de saúde, no entanto, continua grave e inspira cuidados intensivos.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque o tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos em um dos crimes mais marcantes da história recente do Brasil. Em outubro de 2008, Eloá foi mantida em cárcere privado por cerca de 100 horas pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, episódio acompanhado ao vivo por emissoras de televisão e que mobilizou todo o país.
Como ocorreu o atentado
Ronickson foi atingido por um disparo na cabeça enquanto estava na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Após ser socorrido, foi encaminhado ao Hospital Estadual Mário Covas, onde passou imediatamente por cirurgia para conter os danos provocados pelo ferimento.
Desde então, as forças de segurança iniciaram uma força-tarefa para identificar todos os envolvidos no atentado.
Câmeras de monitoramento foram decisivas
As investigações receberam um importante reforço por meio das imagens captadas pelo sistema Smart Sampa, rede de monitoramento da Prefeitura de São Paulo.
Segundo a administração municipal, a Divisão de Inteligência (DINT) da Guarda Civil Metropolitana analisou as imagens e compartilhou as informações com as polícias Militar e Civil, permitindo reconstruir a rota de fuga dos criminosos.
As gravações mostraram que os suspeitos seguiram até a comunidade de Heliópolis, na Zona Sul da capital, onde abandonaram a motocicleta utilizada no atentado. Na sequência, foram vistos fugindo a pé, enquanto as equipes ampliavam o rastreamento por diferentes regiões da cidade.
A investigação também concluiu que os executores contaram com apoio logístico. As imagens permitiram identificar veículos que transportaram um dos suspeitos até o ponto onde ele embarcou na motocicleta usada no crime, além de outros automóveis que acompanharam toda a movimentação antes e depois dos disparos.
Prisões temporárias
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça de São Paulo decretou, no domingo (28), a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de participação no atentado.
Os investigados foram localizados pela Polícia Militar no bairro de Guaianases, na Zona Leste da capital, e encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.
Segundo a Polícia Civil e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os dois presos não são apontados como autores dos disparos, mas existem fortes indícios de que tenham prestado apoio logístico aos criminosos, utilizando veículos que acompanharam a motocicleta antes e depois da tentativa de homicídio.
Dois automóveis apreendidos durante a operação serão submetidos à perícia do Instituto de Criminalística para verificar se foram utilizados diretamente na ação criminosa.
Um terceiro homem, de 24 anos, compareceu espontaneamente ao DHPP acompanhando um dos detidos, mas foi ouvido e liberado por não haver, até o momento, elementos que justificassem sua prisão.
Investigação continua
As autoridades seguem trabalhando para identificar quem efetuou os disparos e esclarecer a motivação do atentado contra o oficial da Rota.
Enquanto isso, familiares, amigos e companheiros de farda acompanham com expectativa a recuperação do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, que permanece internado sob cuidados intensivos após sobreviver a um ataque que mobilizou as forças de segurança de São Paulo.
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