Senador afirma que o sistema é uma conquista brasileira e propõe limitar integração com plataformas de países “não ocidentais”
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarca neste sábado (4/7) para os Estados Unidos, onde participará de uma audiência pública na próxima segunda-feira (6/7) que discutirá tarifas comerciais e práticas econômicas envolvendo o Brasil.
O parlamentar afirma que pretende defender o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, diante de questionamentos relacionados ao impacto da ferramenta no mercado financeiro internacional.
Antes da viagem, Flávio participou do 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, realizado no Rio de Janeiro, onde criticou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o tema e sobre a atuação da oposição em discussões comerciais com os Estados Unidos.
Segundo o senador, o Pix é uma tecnologia consolidada e considerada estratégica para o país. Ele destacou que o sistema foi desenvolvido e implementado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com foco em rapidez, inclusão financeira e ausência de tarifas para usuários.
“Defendemos o Pix porque o Pix é do Brasil, foi criado no governo do presidente Bolsonaro, sem taxa. E eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso Pix”, afirmou.
A viagem ocorre em meio à investigação comercial aberta pelo governo norte-americano sobre possíveis impactos de políticas brasileiras em setores de tecnologia e pagamentos. O debate inclui a análise de sistemas digitais e concorrência no mercado financeiro global.
Durante a audiência, Flávio Bolsonaro deve apresentar um documento em que sustenta que o Pix não configura prática de concorrência desleal contra empresas norte-americanas do setor de pagamentos.
O senador argumenta que o sistema brasileiro funciona como uma infraestrutura pública digital soberana, em modelo semelhante ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve (banco central dos EUA).
Ele também afirma que a expansão do Pix não reduziu significativamente a participação de bandeiras de cartão e empresas financeiras norte-americanas no mercado brasileiro, defendendo que há coexistência entre os modelos.
A audiência em Washington ocorre em um momento de tensão comercial e debate internacional sobre regulação de sistemas de pagamento digital e soberania financeira.
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