O venezuelano Carlos Javier Padron, de 36 anos, e seu cúmplice, Oddry Arnoldo Cabrera Torrealba, de 37, receberam uma sentença de seis anos e meio de prisão cada
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Após uma investigação liderada pelo departamento do ICE em Omaha, Nebraska, dois imigrantes ilegais foram condenados à prisão federal no dia 26 de junho, por conspiração para implantar malware e roubar milhões de dólares de caixas eletrônicos nos Estados Unidos. O caso está ligado à atuação da gangue Tren de Aragua no país.
Segundo informações publicadas pelo ICE nesta terça-feira (14), o venezuelano Carlos Javier Padron, de 36 anos, e seu cúmplice, Oddry Arnoldo Cabrera Torrealba, de 37, receberam uma sentença de seis anos e meio de prisão cada. Eles se declararam culpados de uma acusação de fraude informática e dano intencional a um computador protegido. A Justiça também determinou que os dois pagassem, conjuntamente, US$ 1.537.696 em restituição a vários bancos vítimas da fraude.
“Esses indivíduos participaram de um crime que foi tanto um ataque ao sistema financeiro americano quanto uma tentativa da Tren de Aragua de financiar ainda mais terrorismo em nosso país. Tenho orgulho de nossos agentes e parceiros por trabalharem incansavelmente para buscar justiça e tranquilizar os consumidores, sabendo que a saúde financeira de seus bancos está sólida e não corre o risco de ser prejudicada por criminosos violentos e perigosos”, disse o Agente Especial Assistente Encarregado da HSI/ICE de Omaha, Elhrick Cerdan.
Segundo o Procurador-Geral Adjunto da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, A. Tyse Duva, Padron e Torrealba ajudaram a implantar um malware sofisticado, atuando em uma rede criminosa internacional que invadiu caixas eletrônicos nos EUA e subtraiu milhões de dólares por meio de uma técnica conhecida como ‘jackpotting’. Esse método faz com que os caixas liberem dinheiro após terem o sistema invadido pelos criminosos.
“Crimes como este comprometem a segurança de nossas instituições financeiras e alimentam as operações de organizações criminosas transnacionais violentas como a Tren de Aragua. Esta investigação abrangente, em conjunto com o Distrito de Nebraska e nossos parceiros da lei, desmantelou essa rede em todos os níveis. Protegeremos nossas instituições financeiras contra fraudes facilitadas pela tecnologia”, declarou Duva.
A Procuradora dos EUA para o Distrito de Nebraska, Lesley Woods, destacou que o esquema de fraude em caixas eletrônicos é a principal fonte de receita da Tren de Aragua para financiar suas atividades terroristas, que vão desde tráfico humano até roubos à mão armada e assassinatos. “Usaremos esses processos para estrangular seu fluxo de financiamento”, disse.
Os documentos judiciais dizem que os dois imigrantes condenados faziam parte de uma sofisticada rede criminosa responsável por fraudes em caixas de autoatendimento. Os integrantes da rede conspiraram para desenvolver e implantar um malware conhecido como ‘Ploutus’ nos caixas, forçando saques não autorizados de dinheiro. O software malicioso também apagava evidências de sua existência, impedindo que fosse detectado pelas instituições financeiras.
Cúmplices
Depois das prisões de Padron e Torrealba, uma abrangente investigação federal identificou uma rede de cúmplices nos Estados Unidos e exterior. Até o momento outros 96 réus foram indiciados por seus papéis na conspiração, por diversos crimes, incluindo apoio material a uma organização terrorista estrangeira designada, roubo a banco, lavagem de dinheiro, danos e acesso não autorizado a computadores protegidos, fraude bancária e conspiração para cometer os mesmos crimes.
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