Levantamento mostra mais de 419 mil roubos de celulares em 2024; governo federal amplia medidas de combate com integração nacional de dados
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
O Brasil registrou uma média de 95 celulares roubados por hora ao longo de 2024, evidenciando a dimensão de um dos crimes patrimoniais que mais afetam a população. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que contabilizou 419.232 roubos de aparelhos celulares em todo o país durante o ano passado.
Quando também são considerados os casos de furto, o número sobe para 917.748 aparelhos subtraídos, o equivalente a uma média superior a 2.500 celulares levados por dia. Apesar do elevado volume de ocorrências, o levantamento aponta uma redução de 13,4% em relação ao total registrado em 2023.
Os dados abrangem o período da atual administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e revelam que o roubo de celulares continua sendo uma das principais modalidades de criminalidade enfrentadas pelos órgãos de segurança pública em todo o território nacional.
Noite concentra maior número de roubos
O estudo mostra que os roubos apresentam um padrão concentrado no período noturno. Cerca de 40,6% das ocorrências acontecem entre 18h e 23h, especialmente nos horários de saída do trabalho e maior circulação de pessoas nas cidades.
Já os furtos ocorrem de forma mais distribuída ao longo do dia, embora também apresentem maior incidência em centros urbanos de grande porte.
Grandes centros lideram ocorrências
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os índices mais elevados continuam sendo observados nas capitais e nas regiões metropolitanas, onde a maior concentração populacional e o intenso fluxo de pessoas favorecem esse tipo de crime.
Além da perda material, especialistas em segurança pública alertam que o roubo de celulares passou a representar também um importante meio para a prática de crimes digitais, como fraudes bancárias, invasão de contas pessoais e golpes financeiros.
Governo amplia ações de combate
Em resposta ao avanço desse tipo de crime, o governo federal anunciou, em junho deste ano, a criação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), integrando em uma única plataforma informações sobre aparelhos roubados, furtados ou extraviados em todo o país.
A iniciativa fortalece o programa Celular Seguro, permitindo consultas antes da compra de aparelhos usados e ampliando a cooperação entre os estados para combater a receptação e dificultar a revenda de dispositivos obtidos de forma ilegal.
Recuperação ainda é desafio
Embora operações policiais tenham aumentado a recuperação de aparelhos em alguns estados, o Anuário aponta que apenas parte dos celulares roubados retorna aos proprietários, demonstrando que o mercado ilegal de revenda ainda representa um dos principais desafios para as forças de segurança.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca que a integração entre bancos de dados, o rastreamento de aparelhos e a cooperação entre órgãos estaduais e federais são medidas consideradas essenciais para reduzir esse tipo de crime nos próximos anos.
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