Autoridades afirmam que não houve novos casos nas últimas duas semanas, mas pacientes infectados anteriormente seguem internados e o número de vítimas fatais aumentou
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
A cidade de Nova York confirmou a sétima morte relacionada ao recente surto de doença dos legionários registrado no bairro Upper East Side, em Manhattan. Embora as autoridades de saúde informem que nenhum novo caso foi identificado desde 17 de julho, pessoas infectadas durante o período de transmissão permanecem hospitalizadas, e uma delas não resistiu às complicações da doença.
Segundo o Departamento de Saúde e Higiene Mental da Cidade de Nova York (NYC Health Department), o surto mobilizou equipes de vigilância epidemiológica e inspeção ambiental para identificar e eliminar a fonte de contaminação. A doença dos legionários não é transmitida de pessoa para pessoa, mas pela inalação de pequenas gotículas de água contaminadas pela bactéria Legionella pneumophila, frequentemente encontrada em sistemas de água mal higienizados, como torres de resfriamento, encanamentos prediais, fontes ornamentais e equipamentos de climatização.
O que se sabe sobre o surto
Os primeiros casos foram registrados no início de julho e concentraram-se na região do Upper East Side. Desde então, dezenas de pessoas adoeceram, levando as autoridades municipais a intensificar inspeções em torres de resfriamento e outros sistemas de água que poderiam servir como foco da bactéria.
Apesar de o último caso confirmado ter ocorrido em 17 de julho, o quadro clínico da doença pode evoluir por vários dias ou semanas. Por esse motivo, pacientes que permaneciam internados continuaram sendo monitorados, e o número de mortes aumentou mesmo sem o registro de novas infecções.
As autoridades informam que o cenário atual indica redução da transmissão, mas a vigilância continua ativa para evitar novos casos.
O que é a doença dos legionários?
A doença dos legionários é uma forma grave de pneumonia causada pela bactéria Legionella pneumophila. A infecção ocorre quando uma pessoa inala aerossóis de água contaminada.
Os sintomas costumam surgir entre 2 e 10 dias após a exposição e incluem:
-
febre alta;
-
tosse persistente;
-
falta de ar;
-
dores musculares;
-
calafrios;
-
dor de cabeça;
-
fadiga intensa;
-
em alguns casos, diarreia e confusão mental.
A enfermidade pode ser tratada com antibióticos, especialmente quando diagnosticada precocemente. No entanto, pessoas com maior risco de desenvolver formas graves incluem idosos, fumantes, indivíduos com doenças pulmonares crônicas, pacientes imunossuprimidos e pessoas com outras condições de saúde que comprometem o sistema imunológico.
Como ocorre a contaminação
Especialistas destacam que a doença dos legionários não é contagiosa entre pessoas.
A bactéria prolifera em sistemas de água morna quando a manutenção é inadequada. Entre os locais onde pode ser encontrada estão:
-
torres de resfriamento de edifícios;
-
sistemas de ar-condicionado de grande porte;
-
reservatórios e tubulações de água;
-
chuveiros e torneiras;
-
spas, banheiras de hidromassagem e fontes decorativas.
Por isso, a limpeza periódica, o controle da temperatura da água e a desinfecção dos sistemas são medidas fundamentais para prevenir surtos.
Monitoramento continua
Mesmo sem novos casos recentes, o Departamento de Saúde de Nova York mantém o acompanhamento da situação e continua analisando amostras ambientais para confirmar que os sistemas de água associados ao surto estejam devidamente descontaminados.
As autoridades também orientam hospitais e profissionais de saúde a permanecerem atentos a pacientes com sintomas compatíveis com pneumonia, especialmente aqueles que estiveram na área afetada durante o período do surto.
Especialistas ressaltam que a rápida identificação da fonte de contaminação é essencial para interromper a transmissão e evitar novos episódios semelhantes.
- Leia mais:
DNA revela identidade de adolescente assassinada há 48 anos na Califórnia
Calor extremo mantém milhões de americanos em alerta no Sul e Oeste dos Estados Unidos

Faça um comentário