Guarda Revolucionária afirma que passagem marítima só será reaberta após Washington aceitar as exigências de Teerã e deixar de interferir nas negociações regionais
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste sábado (8) que a reabertura do Estreito de Ormuz dependerá da aceitação, pelos Estados Unidos, das condições estabelecidas por Teerã. Segundo a declaração, a passagem estratégica permanecerá fechada até que Washington cumpra as exigências iranianas.
Entre as condições está a interrupção da interferência norte-americana nas negociações regionais relacionadas à navegação pelo estreito, incluindo as conversas conduzidas entre Irã e Omã.
O anúncio ocorre em meio à escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos. De acordo com a versão iraniana, uma nova rota temporária para embarcações comerciais poderá atravessar parcialmente águas territoriais do Irã e de Omã, substituindo os mecanismos provisórios adotados anteriormente pelos dois países.
- O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de energia. Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo bruto comercializado no mundo passava pela região, o que torna qualquer restrição à navegação uma questão de impacto internacional.
A posição da Guarda Revolucionária aumenta a pressão sobre as negociações e indica que Teerã pretende vincular a normalização da navegação a um acordo mais amplo com Washington.
A decisão mantém o Estreito de Ormuz no centro das atenções internacionais e aumenta a preocupação com os possíveis impactos sobre o comércio e o mercado de energia. Enquanto não houver um entendimento entre Teerã e Washington, a circulação pela região permanece cercada de incertezas, e qualquer nova escalada poderá ampliar ainda mais os efeitos da crise no cenário global.
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