ICE deporta coronel venezuelano acusado de violação dos direitos humanos em seu país de origem

Agência afirma que ele participou da detenção e tortura de dissidentes durante o regime do ditador Nicolás Maduro na Venezuela

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

No dia 18 de agosto, o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) deportou o coronel venezuelano Rafael José Quero Silva, acusado de violação dos direitos humanos na Venezuela. Segundo a agência, ele participou da detenção e tortura de dissidentes durante o regime do ditador Nicolás Maduro, capturado pelo governo americano este ano.

O oficial foi preso pelo ICE em 27 de fevereiro de 2025, na condição de imigrante ilegal nos Estados Unidos. Ele entrou no país de forma regular em 20 de junho de 2016, por meio do Aeroporto Internacional de Miami, mas não saiu dos EUA conforme os termos de sua admissão.

Antes de viajar para o país norte-americano, Rafael serviu na Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela, conhecida como GNB, comandando o 47° Destacamento da cidade de Barquisímeto. As autoridades dos EUA dizem que ele esteve envolvido e tinha conhecimento do uso excessivo de força, detenção e tortura de manifestantes anti-Maduro por membros da Guarda Nacional de seu destacamento.

Relatos indicam que o coronel supervisionou, em 2013, a tortura de pelo menos 74 manifestantes pacíficos na Venezuela. “Enquanto estavam sob custódia do 47º Destacamento de Quero Silva, esses manifestantes políticos foram submetidos a choques elétricos, espancamentos severos com cassetetes e garrafas de água congelada, ameaças de estupro e outros abusos físicos, psicológicos e sexuais”, informa o ICE.

A prisão e deportação do venezuelano envolveram o ICE Miami e o Centro de Violadores de Direitos Humanos e Crimes de Guerra, liderado pela Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) do ICE. O centro tem como missão identificar, localizar e processar violadores de direitos humanos nos EUA.

“Essa deportação reflete o excelente trabalho do ICE Miami, do HSI Miami, do FBI Miami e do Centro de Violadores dos Direitos Humanos e Crimes de Guerra. Estamos comprometidos com a segurança pública e a segurança nacional, e em garantir que os Estados Unidos não se tornem um refúgio seguro para indivíduos que participaram de perseguições, tortura ou outros graves abusos dos direitos humanos”, disse Matthew Elliston, diretor do escritório de campo das Operações de Fiscalização e Remoção (ERO) do ICE em Miami.

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