Brasileiro supera o tcheco Martin Fuksa em uma reta final eletrizante e chega à 15ª medalha em Mundiais; conquista é a primeira do atleta desde 2022
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
Isaquias Queiroz voltou ao topo do pódio mundial neste sábado (29). O brasileiro venceu a prova do C1 500m no Mundial de Canoagem, em Poznan, na Polônia, com o tempo de 1min46s08, superando o tcheco Martin Fuksa em uma disputa acirrada nos metros finais. O chinês Bowen Ji terminou na terceira colocação.
A vitória marcou a 15ª medalha de Isaquias Queiroz em Mundiais, sendo oito de ouro, uma de prata e seis de bronze. O resultado também encerrou um período sem títulos mundiais para o brasileiro, que não conquistava uma medalha desde 2022.
A prova exigiu estratégia do canoísta baiano. Isaquias controlou o ritmo durante boa parte do percurso para preservar energia e acelerar na reta final. A estratégia funcionou: o brasileiro conseguiu crescer nos últimos metros e ultrapassar Fuksa para garantir o ouro.
“Estou muito feliz, campeão mundial novamente. É continuar treinando porque o foco é Los Angeles. Hoje eu vim com tudo. Não fizemos uma preparação ideal, longe de mim dar desculpas. Vida de atleta é assim: um ano a gente está bem, dois anos a gente está mal. Um dia ruim, um ano ruim, não quer dizer que eu seja ruim”, declarou Isaquias.
O brasileiro também destacou a dificuldade de enfrentar Fuksa, que é campeão mundial na distância, e explicou que a prioridade era garantir uma boa pontuação para permanecer entre os principais atletas do ranking.
“A gente se preparou como dava. Sabíamos que o C1 1000m seria muito difícil competir com o Fuksa. Admiro muito ele pela dedicação que tem nos treinamentos. Esse ano foi diferente, estou feliz com a medalha de ouro. O objetivo maior era somar a pontuação. A medalha que queríamos era essa do C1 500m e manter a pontuação máxima para não nos distanciarmos dos adversários. A gente continua em segundo lugar no ranking mundial”, afirmou.
Estratégia na reta final
Isaquias revelou que precisou administrar o esforço durante a prova para chegar inteiro aos metros decisivos. Segundo o brasileiro, a estratégia foi diminuir o ritmo em determinado momento para guardar energia e tentar uma arrancada na chegada.
“Foi pegado, tinha muito vento. Ontem mudei a canoa. Foi uma estratégia boa. Tentei acertar minha saída, consegui botar um ritmo bom e coloquei um ritmo mais tranquilo para descansar porque precisaria de energia no final para ser explosivo. Consegui o que queria, segurar um pouco e subir no final. Quase dei uma desequilibrada ainda”, contou.
O ouro também ganhou importância por representar metade da distância do C1 1000m, prova na qual Isaquias reconhece que o desafio contra Fuksa será ainda maior.
“O bom de fazer uma prova dessa e ganhar é por ser metade do C1 1000m. Sabemos que mesmo sem treinar conseguimos ganhar. Se pegar a temporada certinha, faremos os 1000m bem”, avaliou.
Aos 32 anos, Isaquias já começa a projetar os próximos desafios da carreira e tem os Jogos de Los Angeles como principal objetivo. Apesar de admitir que sua aposentadoria pode acontecer depois da Olimpíada, o brasileiro garante que ainda pretende ampliar sua coleção de medalhas.
“Quinze medalhas em Mundiais. E contando, ainda temos tempo até parar”. Começo a ver a parada do Isaquias logo depois de Los Angeles, mas até lá tem muito chão ainda, muita medalha para ganhar e representar o Brasil.
Brasil também sobe ao pódio na canoagem paralímpica
O Brasil também conquistou medalhas no Mundial de Canoagem Paralímpica. Fernando Rufino e Igor Tofalini terminaram nas segunda e terceira colocações, respectivamente, na prova VL2 200m.
O ouro ficou com o norte-americano Steven Haxton, que protagonizou uma reação de surpresa logo após cruzar a linha de chegada. O atleta demorou alguns segundos para assimilar o resultado.
Na categoria KL1 200m, o brasileiro Luis Carlos Cardoso também garantiu a medalha de prata.
Cardoso revelou que chegou à competição sem grandes expectativas de pódio após enfrentar dificuldades ao longo da temporada.
“Até dois dias atrás eu não imaginava que chegaria no pódio devido às coisas que aconteceram esse ano, questões de saúde. Vim para a competição querendo dar meu melhor, mas não imaginando que pudesse chegar ao pódio. Estou muito feliz”, afirmou.
Com o ouro de Isaquias Queiroz e as medalhas da canoagem paralímpica, o Brasil amplia sua presença no pódio do Mundial realizado em Poznan e mantém o destaque internacional na modalidade.
Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD
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