Comissários de bordo nos EUA recebem orientação sobre abordagens de agentes de imigração

Sindicato que representa cerca de 55 mil profissionais reforça os limites de atuação das tripulações durante abordagens em aeroportos e aeronaves

Por Chico Gomes | GNEWSUSA 

Comissários de bordo de companhias aéreas dos Estados Unidos receberam novas orientações sobre como proceder diante de abordagens realizadas por agentes federais de imigração em aeroportos e aeronaves.

A orientação foi divulgada pela Association of Flight Attendants-CWA (AFA-CWA), sindicato que representa aproximadamente 55 mil comissários de dez companhias aéreas. A entidade afirma que os profissionais devem conhecer seus limites legais e seguir os protocolos de segurança das empresas durante esse tipo de situação.

Entre as recomendações está a possibilidade de os tripulantes permanecerem em silêncio diante de determinados questionamentos e não fornecerem informações sobre passageiros ou colegas quando não houver obrigação legal. A orientação também aborda situações envolvendo pedidos de acesso a determinadas áreas e eventuais detenções.

O sindicato ressalta, porém, que os comissários não têm autoridade para impedir ações legalmente determinadas pelas autoridades. A recomendação é que os profissionais priorizem a segurança dos passageiros e da tripulação e procurem orientação jurídica ou sindical quando houver dúvidas sobre os procedimentos.

A medida ocorre em um momento de maior atenção às abordagens de imigração em aeroportos americanos. Segundo a entidade, o objetivo é deixar claro que os comissários são responsáveis pela segurança e pelo atendimento a bordo, não devendo assumir funções próprias das autoridades de fiscalização.

A orientação também busca oferecer maior segurança aos profissionais das companhias aéreas diante de situações que possam envolver passageiros, tripulantes ou operações de imigração nos aeroportos dos Estados Unidos.

A orientação reforça a importância de definir com clareza os limites de atuação das tripulações em situações envolvendo autoridades de imigração. Para os profissionais do setor aéreo, a prioridade permanece sendo a segurança dos passageiros e da equipe, enquanto os procedimentos de fiscalização seguem sob responsabilidade dos órgãos competentes.

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