Estados Unidos lembram 25 anos do 11 de Setembro em dia de homenagens e memória

Cerimônias em Nova York, no Pentágono e na Pensilvânia reúnem familiares, autoridades e sobreviventes para recordar as quase 3 mil vítimas dos ataques que mudaram a história dos Estados Unidos
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA 

Os Estados Unidos lembram nesta sexta-feira (11) os 25 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, em uma das datas mais marcantes da história recente do país. Cerimônias acontecem em Nova York, no Pentágono, na Virgínia, e no local onde caiu o voo 93, em Shanksville, na Pensilvânia.

Em Nova York, familiares das vítimas participam da tradicional cerimônia no Marco Zero, onde são lidos os nomes das 2.977 pessoas que morreram nos ataques de 2001. O momento é acompanhado por períodos de silêncio que marcam os principais acontecimentos daquela manhã, quando quatro aviões sequestrados foram usados nos ataques contra as Torres Gêmeas, o Pentágono e um campo na Pensilvânia.

Neste ano, uma nova homenagem foi incluída na cerimônia de Nova York: um momento de silêncio dedicado às pessoas que morreram nos anos seguintes em consequência de doenças relacionadas à exposição à poeira e aos materiais tóxicos liberados após o desabamento das torres. Muitos bombeiros, policiais, equipes de resgate, trabalhadores e moradores da região sofreram consequências de saúde que continuam décadas depois da tragédia.

A cerimônia em Nova York também reuniu autoridades atuais e antigos presidentes americanos. O vice-presidente JD Vance participou do evento ao lado dos ex-presidentes George W. Bush, Bill Clinton, Barack Obama e Joe Biden. No Pentágono, o presidente Donald Trump participou da homenagem às 184 pessoas que morreram quando o voo 77 atingiu o prédio militar.

Uma tragédia que mudou os Estados Unidos

Mais de duas décadas depois, o 11 de Setembro continua influenciando a sociedade americana. Os ataques provocaram profundas mudanças nas políticas de segurança nacional, nas relações internacionais e na atuação militar dos Estados Unidos, além de desencadearem as guerras no Afeganistão e no Iraque.

A passagem dos 25 anos também evidencia que a tragédia não terminou naquele dia. Além das quase 3 mil pessoas mortas nos ataques, milhares de socorristas e trabalhadores expostos à poeira tóxica desenvolveram doenças posteriormente. Somente o Corpo de Bombeiros de Nova York perdeu 343 integrantes no dia dos ataques, e centenas de outros bombeiros morreram posteriormente de doenças relacionadas ao 11 de Setembro.

Para as famílias, entretanto, a data continua sendo principalmente um momento de lembrança. Muitos dos nomes lidos atualmente pertencem a pessoas que morreram quando seus filhos ainda eram crianças — e algumas das novas gerações sequer chegaram a conhecer os familiares que perderam.

Vinte e cinco anos depois, os Estados Unidos voltam a parar para lembrar uma manhã que mudou o país e o mundo. O 11 de Setembro permanece não apenas como uma marca da história americana, mas como uma lembrança das vidas interrompidas, dos heróis que participaram dos resgates e das consequências que continuam sendo sentidas por milhares de famílias.

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