Documento enviado ao Congresso americano inclui o país entre 23 nações monitoradas por Washington e defende medidas mais duras para conter a expansão das organizações criminosas
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o governo brasileiro pelo combate ao narcotráfico e afirmou que as autoridades do país falharam no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A declaração consta de um documento encaminhado pela Casa Branca ao Congresso americano na terça-feira (15), com diretrizes relacionadas à política de combate às drogas para o ano fiscal de 2027.
Na avaliação apresentada pelo presidente americano, o Brasil precisa adotar uma resposta mais agressiva contra as duas maiores organizações criminosas brasileiras, antes que elas ampliem sua atuação.
Trump cobra medidas mais duras
No documento, Trump faz uma referência direta à atuação do governo brasileiro diante das duas facções. A cobrança aparece no contexto da estratégia americana de enfrentamento ao tráfico internacional de drogas.
“O governo do Brasil falhou em confrontar o PCC e o CV e precisa tomar medidas agressivas para confrontar e derrotar os grupos antes que se espalhem e cresçam.”
A manifestação coloca PCC e Comando Vermelho no centro da crítica feita por Trump ao Brasil. O presidente americano sustenta que uma atuação mais firme é necessária para impedir o avanço das organizações criminosas.
A declaração também se insere na política de endurecimento do governo Trump contra o narcotráfico, com pressão sobre países considerados relevantes para a produção ou circulação de drogas ilícitas.
Brasil aparece em lista de 23 países
Além da crítica específica às duas facções, o Brasil foi incluído em uma relação de 23 países considerados produtores ou locais de trânsito de drogas ilícitas pelo governo americano.
A lista reúne países de diferentes regiões, entre eles Afeganistão, Bolívia, China, Índia, México e Venezuela.
A classificação, entretanto, não significa necessariamente que os Estados Unidos considerem o governo de cada país omisso no combate às drogas. O próprio documento esclarece que a inclusão leva em consideração fatores como condições geográficas, comerciais e econômicas que podem facilitar a produção ou o trânsito de entorpecentes e de substâncias utilizadas para produzi-los.
Dessa forma, um país pode integrar a relação mesmo quando seu governo adota medidas para combater o narcotráfico.
Documento trata de política antidrogas dos EUA
A declaração de Trump faz parte de uma determinação presidencial referente ao ano fiscal de 2027, encaminhada ao Congresso americano.
O documento está relacionado à prestação de contas do governo dos Estados Unidos e à destinação de recursos para ações de combate ao tráfico de drogas. Nesse contexto, a Casa Branca apresenta sua avaliação sobre diferentes países considerados relevantes para a questão do narcotráfico internacional.
No caso brasileiro, porém, Trump foi além da simples inclusão na relação: o presidente americano fez uma crítica específica ao enfrentamento do PCC e do Comando Vermelho e defendeu uma reação mais agressiva contra as organizações.
A manifestação amplia a pressão internacional sobre o Brasil em relação ao combate às facções criminosas e reforça a prioridade dada pela administração Trump ao enfrentamento do tráfico internacional de drogas.
Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD
Leia mais
STF retoma sessões após crise interna e analisa licença parental, planos de saúde e ITBI
Operação de fiscalização imigratória resulta em mais de 400 prisões em Indiana
Vasco e Boca Juniors se enfrentam nas semifinais da Copa Sul-Americana

Faça um comentário