Chiclete encontrado em cena de crime ajuda a identificar suspeito 47 anos depois

Material que ficou preso às costas da vítima guardava vestígios de DNA e foi fundamental para esclarecer um assassinato ocorrido nos Estados Unidos
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA 

Um crime que permaneceu sem solução por quase cinco décadas teve um novo capítulo graças a uma evidência aparentemente incomum: um pedaço de chiclete encontrado nas costas da vítima.

O caso envolve Marissa Harvey, de 15 anos, que desapareceu em 1978 durante uma visita a San Francisco, nos Estados Unidos. Ela havia sido vista pela última vez a caminho do Golden Gate Park. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, em Sutro Heights Park.

Na época, os investigadores não tinham recursos tecnológicos suficientes para analisar adequadamente todos os vestígios encontrados na cena do crime. Com isso, a investigação acabou ficando sem uma resposta definitiva.

Anos depois, avanços na tecnologia forense permitiram que o material recolhido no corpo da vítima fosse novamente analisado. No início dos anos 2000, exames identificaram um perfil de DNA masculino nas roupas de Marissa e também no chiclete que estava preso às suas costas.

Ainda assim, foram necessários mais anos para chegar à identidade do possível responsável.

Em 2021, investigadores do FBI passaram a utilizar técnicas de genealogia genética investigativa. O trabalho levou as autoridades até Mark Personette, que posteriormente teve seu DNA comparado com os vestígios preservados do caso.

Segundo os investigadores, o material genético de Personette apresentou correspondência com as evidências encontradas nas roupas da adolescente e no pedaço de chiclete.

Durante as investigações, agentes também encontraram objetos que ajudaram a estabelecer uma possível ligação do suspeito com a Califórnia na época do crime, incluindo mapas antigos de San Francisco e placas de veículos do período.

Personette foi preso em dezembro de 2021. O caso chegou à Justiça décadas depois do assassinato, quando a tecnologia permitiu transformar uma evidência que permaneceu preservada por anos em uma peça importante da investigação.

O homem acabou condenado pelo assassinato de Marissa Harvey e recebeu pena de prisão perpétua.

O caso se tornou mais um exemplo de como vestígios que pareciam pouco relevantes no momento do crime podem ganhar importância muitos anos depois, especialmente com o avanço das técnicas de análise de DNA e investigação genética.

Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD

LEIA TAMBÉM:

Lula diz que mulheres “aprendem a tomar toque” desde pequenas; médico reage: “Menina que é tocada desde pequena é vítima de abuso”

FDA amplia alertas sobre dispositivos médicos nos EUA; veja os equipamentos envolvidos

Sarampo já soma 3.659 casos nos EUA e CDC confirma duas mortes em 2026

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*