Dados do sistema público de saúde revelam que o acidente vascular cerebral tirou, em média, 238 vidas por dia entre janeiro e julho de 2026
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. Entre janeiro e julho de 2026, o país registrou 50.424 mortes e 182.253 internações relacionadas à doença na rede pública, segundo dados do DATASUS divulgados pela imprensa.
Os números representam uma média de aproximadamente 238 mortes e 860 internações por dia. Na prática, isso significa que uma pessoa morre em decorrência de um AVC a cada seis minutos no país.
O cenário também preocupa quando se observa a evolução das hospitalizações. Entre 2020 e 2025, o número anual de internações por AVC aumentou 23,6%, passando de 236.930 para 292.930 registros, conforme os dados divulgados.
O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro é obstruído ou se rompe, comprometendo o fornecimento de oxigênio às células cerebrais. A doença pode provocar sequelas permanentes, como dificuldades para falar, caminhar e realizar atividades cotidianas, além de levar à morte.
Entre os principais fatores de risco estão pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, obesidade e consumo excessivo de álcool. O controle dessas condições e a adoção de hábitos saudáveis são medidas importantes para reduzir as chances de ocorrência da doença.
Reconhecer os sinais pode salvar vidas
Os principais sintomas incluem fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alterações na visão, perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa.
Diante de qualquer suspeita, é fundamental procurar atendimento de emergência imediatamente. No Brasil, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192. A rapidez no atendimento pode aumentar as chances de sobrevivência e reduzir o risco de sequelas.
O avanço dos números reforça a necessidade de ampliar a conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso rápido ao tratamento, fatores decisivos para diminuir os impactos do AVC na população brasileira.
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