Governo de Milei afirma que Flávio Bolsonaro não tinha impedimento legal para entrar na Argentina

Autoridades argentinas confirmaram que o senador ingressou no país com a família e documentação regular, mesmo após o cancelamento de seus passaportes brasileiros
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

O governo da Argentina, liderado pelo presidente Javier Milei, afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) não tinha impedimento legal para entrar em território argentino. Segundo a Direção Nacional de Migrações, o senador atravessou a fronteira na noite de terça-feira (27), acompanhado da família, com documentação considerada válida para a viagem.

Em comunicado, o órgão argentino informou que os viajantes apresentavam “documentação hábil de viagem sem nenhum impedimento legal para o ingresso no país”. A manifestação esclarece a posição das autoridades argentinas sobre a entrada do parlamentar, em meio às notícias sobre o cancelamento de seus passaportes no Brasil.

A informação ganha relevância porque a Polícia Federal cancelou os documentos do senador na terça-feira, após o término do prazo de 24 horas estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele os entregasse. No entanto, brasileiros podem ingressar na Argentina utilizando documentos de identificação aceitos pelas regras migratórias do país, sem necessariamente apresentar passaporte válido.

Governo argentino detalha entrada no país

De acordo com a Direção Nacional de Migrações, Flávio entrou na Argentina por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, acompanhado da família. O registro oficial indicou que a entrada ocorreu às 22h50 de terça-feira (27).

Horas antes, a Casa Rosada havia negado que o senador estivesse em território argentino. A Polícia Federal brasileira também havia acionado autoridades do país vizinho durante a manhã, antes do registro oficial de entrada divulgado posteriormente.

A confirmação das autoridades migratórias argentinas estabeleceu, assim, o horário informado para a chegada do parlamentar e apresentou a avaliação do governo de Milei sobre a regularidade da documentação utilizada para atravessar a fronteira.

Cancelamento dos passaportes no Brasil

A determinação para a entrega dos documentos partiu do STF na segunda-feira (26), a pedido da Polícia Federal. A decisão estabeleceu um prazo de 24 horas para que o senador entregasse os passaportes.

A medida judicial também levou em consideração uma declaração feita na semana anterior pelo deputado cassado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que está nos Estados Unidos. Na ocasião, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.

Após o prazo determinado pelo Supremo terminar sem a entrega dos documentos, a Polícia Federal providenciou o cancelamento dos passaportes. A situação, porém, não impediu automaticamente a entrada do senador na Argentina, conforme a explicação apresentada pelo órgão migratório do país.

Voo seguiu para o Equador

Ainda segundo as autoridades argentinas, Flávio deixou o país às 23h30 de terça-feira, em um voo com destino a Guayaquil, no Equador.

Informações divulgadas pela imprensa argentina apontaram que a cidade equatoriana seria uma escala antes de uma possível continuação da viagem para os Estados Unidos. Até o momento descrito pelas informações disponíveis, esse destino posterior não havia sido confirmado oficialmente pelo governo argentino.

A declaração das autoridades de imigração concentrou-se na regularidade da entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina e na ausência de impedimento legal para seu ingresso, conforme os registros apresentados pelo órgão.

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