Jhelica busca irmão separado da família ainda bebê e tenta reconstruir sua história

Uma história de separações, adoções e reencontros mobiliza Jhelica Jhuly De Moura, que há anos procura pelo irmão que nunca teve a oportunidade de conhecer

Por Redação | GNEWSUSA 

O repórter investigativo do jornal GnewsUSA Thathyanno Desa teve acesso à história de Jhelica Jhuly De Moura, de 30 anos, que busca reconstruir sua trajetória familiar e localizar um dos irmãos biológicos, Matheus, de quem foi separada ainda na infância. Em um relato emocionante, Jhelica revela detalhes sobre a separação dos irmãos, as diferentes famílias que os criaram e as dificuldades enfrentadas para descobrir o paradeiro de Matheus. Agora, ela torna pública sua história na esperança de finalmente encontrar o irmão e conhecer uma parte de sua própria origem.

Uma infância construída longe da família biológica

Com apenas quatro meses de vida, Jhelica foi entregue a uma família que morava no interior de Minas Gerais. Ela foi criada por dona Maria Januária, a quem reconhece como sua mãe de criação. Jhelica conta que nunca teve sua condição de filha adotiva escondida. Desde pequena, sabia que havia sido entregue por sua mãe biológica.

De acordo com as informações que recebeu ao longo da vida, Hozana teria tomado essa decisão porque a criança apresentava muitos machucados pelo corpo, tinha a imunidade baixa e, naquele momento, a mãe biológica não possuía condições físicas e financeiras para cuidar dela.

Durante a infância, Jhelica sabia pouco sobre sua origem. Tinha conhecimento de que possuía outros irmãos e que sua mãe biológica havia se mudado para São Paulo. Também sabia da existência de Sabrina, sua irmã mais velha, que teria ficado sob os cuidados da avó materna, hoje falecida.

Aos 18 anos, uma possível revelação sobre sua origem

Quando completou 18 anos, Jhelica recebeu a visita de um homem identificado como Joarez Rodrigues, que a procurou afirmando que ela poderia ser sua filha. Segundo o relato, Joarez explicou que teria mantido um relacionamento com Hozana por volta de 1996 e que existia a possibilidade de Jhelica ser fruto dessa relação. Na ocasião, ele também informou o nome do avô materno de Jhelica, conhecido como João da Juna.

A partir dessas informações, ela decidiu procurar familiares e reconstruir sua história. Foi então que começou a descobrir detalhes sobre os irmãos que até aquele momento conhecia apenas por relatos.

Quatro crianças teriam sido entregues a outras famílias

Durante as buscas, Jhelica relata ter descoberto que sua história não era a única marcada por separações.

Segundo as informações reunidas por ela:

  • Sabrina: a irmã mais velha teria ficado aos cuidados da avó materna.
  • Jhelica: foi entregue aos quatro meses de vida a uma família no interior de Minas Gerais, sendo criada por dona Maria Januária.
  • Jhonatan: teria sido entregue ao pai quando já estava um pouco maior e posteriormente levado para os Estados Unidos.
  • Matheus: teria sido entregue ainda bebê, com aproximadamente três ou quatro meses, aos cuidados do pai e da avó paterna.

Jhelica também descobriu a existência de outras duas irmãs, Samantha e Maria Eduarda, que, segundo as informações recebidas, morariam em Belo Horizonte.

O reencontro com parte da família

Depois de descobrir novos nomes e informações, Jhelica iniciou uma busca pelas redes sociais, especialmente pelo Facebook.

Foi por meio dessas pesquisas que conseguiu localizar Jhonatan, suas outras irmãs e também sua mãe biológica.

Há aproximadamente nove anos, ela mantém contato com Jhonatan e com as irmãs. Entretanto, a situação de Matheus continua sendo uma grande incógnita.

Apesar de ter conseguido reconstruir parte da história familiar, Jhelica ainda não conseguiu localizar esse irmão.

Matheus: o irmão que ela procura e sobre quem faltam respostas

É justamente a história de Matheus que motiva esta reportagem.

Segundo Jhelica, ele teria sido entregue ainda bebê ao pai e à avó paterna, que ficaram responsáveis por sua criação. As poucas informações disponíveis apontam que ele seria de São Paulo e que, em determinado momento, teria sido levado para Recife, no Maranhão, conforme os relatos familiares recebidos por ela.

O nome pelo qual a família o conhece é Matheus. Jhelica acredita que seu registro possa ter sido alterado após a mudança de família, e existe a possibilidade de ele ter recebido outro sobrenome, talvez Pereira da Silva. Essa informação, porém, ainda não foi confirmada. A maior dificuldade, segundo ela, é a ausência de informações concretas sobre o paradeiro do irmão.

Jhelica afirma que já tentou conversar com Hozana para obter esclarecimentos sobre a história de Matheus, mas não conseguiu respostas que permitissem avançar na busca.

Ela relata que, até o momento, a mãe biológica seria a pessoa que poderia fornecer informações importantes sobre o destino do menino, mas não estaria disposta a falar sobre o assunto.

“Não quero nada dela. Só quero encontrar meu irmão”

Jhelica faz questão de deixar claro que sua procura não tem como objetivo reaproximá-la de Hozana, cobrar qualquer benefício ou buscar algo material.

Seu desejo é conhecer Matheus, saber onde ele está, quem ele se tornou e ter a oportunidade de contar a ele que existem irmãos à sua procura.

A história relatada por Jhelica levanta questões importantes sobre a separação de crianças de suas famílias biológicas e a dificuldade que muitos filhos enfrentam, anos depois, para reconstruir suas próprias histórias. Mais do que respostas sobre o passado, Jhelica procura uma oportunidade de reencontra

A reportagem também buscou ouvir a mãe biológica

Em respeito ao compromisso com a informação e à imparcialidade jornalística, a equipe do Repórter Investigativo, Thathyanno Desa, também procurou estabelecer contato com Hozana da Silva Pereira, identificada como mãe biológica de Jhelica e Matheus, a fim de ouvir sua versão sobre os fatos e buscar possíveis informações que possam contribuir para localizar Matheus.

As tentativas de contato foram realizadas pela reportagem, e os registros das conversas serão apresentados a seguir, respeitando o contexto das mensagens.

NOTA DA REDAÇÃO

Nossa redação permanece à disposição através do número (339) 231-3427 para eventuais esclarecimentos sobre o caso, inclusive para ouvir a versão de Hozana da Silva Pereira, que poderá entrar em contato conosco para apresentar informações, esclarecer os fatos ou contribuir para que essa história seja melhor compreendida.

O objetivo desta reportagem é dar visibilidade à busca de Jhelica Jhuly De Moura e ajudar a localizar Matheus, possibilitando que dois irmãos tenham a oportunidade de se conhecer.

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