Relatório divulgado pelo governo americano aponta resultado acima das expectativas, com destaque para os setores de serviços profissionais, saúde e transporte
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
O mercado de trabalho dos Estados Unidos apresentou desempenho positivo em outubro, com a criação de 165 mil vagas de emprego fora do setor agrícola. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão responsável pelas estatísticas oficiais de emprego do país.
O resultado superou o desempenho médio dos últimos 12 meses, período em que a economia americana registrou um ganho mensal de aproximadamente 48 mil postos de trabalho. Os números indicam uma recuperação na geração de vagas e demonstram que diferentes segmentos da economia continuam contratando.
Entre os setores que mais contribuíram para o resultado está o de serviços profissionais e empresariais, responsável pela abertura de 70 mil vagas em outubro. Dentro dessa categoria, os serviços profissionais, científicos e técnicos acrescentaram 33 mil postos, enquanto as atividades administrativas e de suporte registraram outros 28 mil.
A área da saúde também apresentou desempenho expressivo, com a criação de 42 mil empregos. Os principais avanços ocorreram nos hospitais, que acrescentaram 16 mil vagas, nos serviços de assistência médica domiciliar, com 11 mil, e nos centros de atendimento ambulatorial, com outras 5 mil oportunidades.
Outro destaque foi o setor de transporte e armazenamento, que registrou crescimento de 25 mil postos de trabalho. A expansão foi impulsionada principalmente pelas atividades de entregas e serviços de courier, responsáveis por 17 mil novas vagas, além do transporte aéreo, que acrescentou aproximadamente 4 mil empregos.
A indústria de transformação também apresentou resultado positivo, com a abertura de 19 mil postos de trabalho. Os avanços foram observados principalmente na fabricação de produtos eletrônicos e computadores, máquinas e metais primários.
Apesar do crescimento na contratação, a taxa de desemprego permaneceu praticamente estável, em 4,1%, equivalente a aproximadamente 7,1 milhões de pessoas sem ocupação. O indicador apresentou pouca alteração em relação ao mês anterior e permanece dentro de uma faixa relativamente estreita desde março.
Os salários também registraram avanço. A remuneração média por hora dos trabalhadores do setor privado não agrícola chegou a US$ 38,00, representando um aumento de 0,4% em comparação com setembro. Na comparação anual, a elevação foi de 3,1%.
Entretanto, o levantamento também revelou alguns sinais de atenção. O número de trabalhadores em regime de meio período por razões econômicas aumentou em 339 mil pessoas, chegando a 4,8 milhões. Esse grupo reúne profissionais que gostariam de trabalhar em jornada integral, mas não conseguiram encontrar oportunidades ou tiveram suas horas reduzidas.
Outro dado importante é que a jornada média semanal permaneceu em 34,4 horas, sem alterações em relação ao mês anterior.
O relatório também trouxe revisões positivas para os meses anteriores. A estimativa de criação de empregos em agosto passou de 133 mil para 186 mil, enquanto setembro foi revisado de 29 mil para 60 mil. Com os ajustes, os dois meses somaram 84 mil vagas a mais do que havia sido informado inicialmente.
Os dados reforçam a capacidade de resistência do mercado de trabalho americano, especialmente nos segmentos de serviços, saúde e transporte. Apesar disso, o aumento do trabalho parcial por dificuldades econômicas mostra que o crescimento no número de vagas não significa, necessariamente, que todos os trabalhadores estejam encontrando empregos com jornadas e condições desejadas.
O próximo relatório oficial, referente ao desempenho do mercado de trabalho em novembro, está previsto para 4 de dezembro de 2026.
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