Surto de dengue sobrecarrega UPAs no Brasil e provoca longas filas em Maringá

Foto: Reprodução | Secretaria Municipal de Saúde.
Pacientes aguardam até oito horas por atendimento; Prefeitura credencia novos médicos e pede uso consciente dos serviços de urgência.
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA

Na terça-feira, 22 de abril, logo após o feriado prolongado, foi marcada por superlotação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Maringá, no Paraná, sul do Brasil. Em algumas unidades, a espera pelo atendimento chegou a durar até oito horas. De acordo com a Prefeitura, o principal motivo para essa pressão sobre o sistema de saúde municipal é o aumento expressivo dos casos de dengue na cidade.

O prefeito de Maringá, Sílvio Barros, visitou a UPA da Zona Sul para acompanhar pessoalmente a situação. Em conversa com pacientes e profissionais de saúde, ele constatou que, além da alta demanda por atendimentos relacionados à dengue, outro fator contribui para a sobrecarga: muitos moradores procuram as UPAs com quadros de menor gravidade, que poderiam ser tratados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), fechadas nos fins de semana e feriados.

“Na unidade que estive, de cada 10 pacientes, cerca de 6 a 7 tinham pulseira verde, ou seja, não eram casos urgentes. Isso sobrecarrega ainda mais as equipes que estão lidando com pacientes graves”, afirmou o prefeito.

Outro problema apontado foi a infraestrutura deficiente da UPA e a falta de profissionais. Para enfrentar a situação emergencial, a Prefeitura iniciou nesta quarta-feira, 23, o credenciamento de 50 novos médicos que irão reforçar o atendimento tanto nas UPAs quanto em outras unidades de saúde da cidade.

“Vivemos um cenário crítico. A dengue está fora do controle e, somado a isso, temos consequências de falhas anteriores na atenção primária. Estamos trabalhando na reestruturação da rede de saúde para garantir agilidade e eficiência no atendimento”, completou o prefeito.

A administração municipal reforça a orientação para que a população utilize as UBSs para casos não urgentes e mantenha cuidados rigorosos no combate ao mosquito transmissor da dengue, eliminando possíveis criadouros e denunciando focos de risco.

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