Ministro vota por manter Paulo Henrique Costa detido; faltam votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O Supremo Tribunal Federal deu mais um passo no julgamento que analisa a legalidade das prisões preventivas relacionadas à operação “Compliance Zero”. Nesta quarta-feira (22), o ministro André Mendonça reafirmou sua decisão de manter a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apontado como peça central em um suposto esquema de corrupção envolvendo valores milionários.
A posição do relator foi acompanhada pelo ministro Luiz Fux, formando maioria parcial de 2 votos a 0 na 2ª Turma. Ainda restam os votos dos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques. Já o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participa do julgamento.
Suspeitas envolvem negociações de alto valor
De acordo com as investigações da Polícia Federal, os valores sob suspeita chegam a R$ 146 milhões em propina, sendo que cerca de R$ 74 milhões teriam sido efetivamente pagos. O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, aparece como figura central nas negociações.
Além de Costa, o advogado Daniel Monteiro também foi alvo de prisão preventiva, apontado como possível intermediador das tratativas.
Indícios de tentativa de obstrução
As apurações indicam que, após tomar conhecimento das investigações, houve tentativa de interromper transações e registros financeiros, o que pode configurar tentativa de dificultar o avanço das apurações.
Outro ponto relevante envolve o suposto vazamento de informações sigilosas. O nome de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, surge como responsável por repassar dados confidenciais, o que teria permitido antecipação de movimentos por parte dos investigados.
Patrimônio sob investigação
Entre os bens atribuídos ao ex-presidente do BRB, estão imóveis de alto padrão que levantaram suspeitas sobre possível incompatibilidade financeira. Esses patrimônios seguem sob análise das autoridades.
Próximos passos no STF
O julgamento segue em andamento no Supremo e a decisão final dependerá dos votos restantes, podendo confirmar ou rever as prisões.
O caso continua em investigação e pode gerar novos desdobramentos, tanto no Judiciário quanto no sistema financeiro, devido à gravidade das suspeitas e aos valores envolvidos.
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