Brasil flexibiliza entrada de chineses e suspende exigência de visto até 2026

Medida de reciprocidade amplia circulação entre os países, facilita viagens de curta duração e reforça acordos diplomáticos e comerciais entre Brasil e China

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

O governo brasileiro anunciou a suspensão temporária da exigência de visto para cidadãos chineses que desejam entrar no Brasil em viagens de curta duração. A medida terá validade até 31 de dezembro de 2026 e faz parte de um acordo de reciprocidade firmado entre os dois países, que já vinham negociando a facilitação do fluxo de entrada de viajantes.

A decisão contempla viagens de turismo, negócios, trânsito e participação em eventos culturais, esportivos e institucionais. Com isso, cidadãos chineses poderão entrar no Brasil sem a necessidade de visto consular prévio, desde que respeitem as regras de permanência estabelecidas pela legislação migratória.

A medida ocorre em um contexto de aproximação diplomática e econômica entre Brasil e China, que têm ampliado parcerias em áreas como comércio, infraestrutura, tecnologia e turismo. A expectativa do governo é de que a flexibilização contribua para o aumento do número de visitantes chineses no país, além de estimular investimentos e intercâmbios entre empresas e instituições dos dois lados.

Autoridades brasileiras destacam que a suspensão do visto é temporária e está condicionada ao princípio da reciprocidade, já que a China também adotou recentemente regras que facilitam a entrada de brasileiros em seu território. A avaliação dos impactos da medida será feita ao longo do período de vigência.

O Ministério das Relações Exteriores aponta ainda que a iniciativa busca modernizar as relações migratórias e reduzir barreiras burocráticas para viagens de curta duração, especialmente em um cenário de retomada do turismo internacional após anos de restrições globais.

Ao final do prazo, em 2026, o governo poderá reavaliar a continuidade da política, levando em consideração o impacto econômico, a segurança migratória e o fortalecimento das relações bilaterais.

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