Investigação do Jornal GNewsUSA aponta relatos de agressões contra irmãos de 10 e 8 anos. Mãe afirma que madrasta foi presa, mas acabou liberada, enquanto pedidos de medida protetiva seguem sem resposta efetiva
Por Redação | GNEWSUSA
Através de uma investigação conduzida por Thathyanno Desa, repórter investigativo do jornal GNewsUSA, a reportagem teve acesso ao relato da mãe de duas crianças que denunciam um grave caso de violência infantil ocorrido em El Sobrante, na Califórnia (Estados Unidos). A apuração reúne depoimentos e informações fornecidas pela família, que afirma enfrentar dificuldades para obter proteção judicial para os menores.
Segundo Desirre Mussi, mãe de Enzo, de 10 anos, uma criança com necessidades especiais, e Pérola, de 8 anos, os filhos teriam sido vítimas de sucessivas agressões físicas enquanto estavam sob os cuidados do pai, William de Oliveira Krutsch, e da madrasta, Diana Margarita Villalobos Rodriguez.

De acordo com a mãe, ela tomou conhecimento das agressões há cerca de dois meses, período em que buscava reorganizar sua vida após ter sido detida pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos). Durante esse tempo, as crianças permaneceram sob a responsabilidade do pai.
Entretanto, conforme os relatos das próprias crianças, os episódios de violência não teriam começado recentemente. Elas afirmam que as agressões vinham acontecendo havia muito mais tempo, o que aumenta a preocupação sobre uma possível sequência contínua de maus-tratos.
A principal acusada é Diana Margarita Villalobos Rodriguez, natural de El Salvador, apontada pela mãe como autora dos espancamentos. Segundo Desirre, o próprio pai das crianças teria apresentado vídeos que registrariam as agressões sofridas pelos filhos, material que, segundo ela, comprovaria os maus-tratos.
Ainda conforme a denúncia, a suspeita chegou a ser presa pelas autoridades norte-americanas, permanecendo detida por aproximadamente uma semana antes de ser colocada em liberdade. Segundo a mãe, mesmo após a prisão, nenhuma medida protetiva permanece em vigor para impedir eventual contato da suspeita com as crianças.
Outro ponto que chama atenção é o impasse jurídico enfrentado pela família. Desirre afirma que compareceu por duas vezes à Justiça em busca de uma medida protetiva para os filhos, mas os pedidos teriam sido negados sob o argumento de que os fatos ocorreram na Califórnia.
Ao mesmo tempo, segundo a mãe, as autoridades californianas também não deram prosseguimento ao caso porque as crianças já não estariam mais naquele estado. Na prática, conforme o relato, criou-se um conflito de competência entre diferentes jurisdições, deixando o caso sem uma resposta efetiva.
GNewsUSA obtém com exclusividade o depoimento do pai das crianças
Durante a investigação, Thathyanno Desa, repórter investigativo do jornal GNewsUSA, também teve acesso exclusivo ao depoimento de William de Oliveira Krutsch, pai de Enzo e Pérola.

Em entrevista, William confirmou que sua esposa chegou a ser presa após o surgimento das denúncias e afirmou que o caso continua sendo investigado pelas autoridades.
“Já foi presa, saiu, e agora o caso continua sendo investigado. Hoje tenho uma entrevista com um detetive que vai pegar mais informações sobre o caso.”
Segundo ele, sua prioridade sempre foi proteger os filhos.
“Minha posição, desde o começo, é agir em prol das crianças. A situação passou do limite quando meus filhos foram envolvidos.”
William relatou que as imagens utilizadas na investigação foram registradas pelas câmeras de segurança da própria residência.
“As câmeras estavam em todos os lados da casa. Elas já existiam antes e foram instaladas por ela. Hoje estão sendo usadas contra ela mesma.”
O pai contou que, ao tomar conhecimento das agressões, retirou imediatamente um dos filhos da residência.
“Foi revoltante. Peguei meu filho, coloquei dentro do carro e levei para a casa da avó dele.”
Ele também declarou que ainda tenta compreender por que a esposa foi colocada em liberdade poucos dias após a prisão.
“Ela foi presa e uma semana depois foi liberada. Até hoje estou tentando entender o porquê.”
Questionado sobre a ausência de uma medida restritiva, William explicou que a situação envolve também a filha de dois anos que possui com a esposa.
“Ela ainda é minha esposa no papel e temos uma filha juntos. Eu não quero que qualquer criança vá para um abrigo.”
O pai afirmou ainda que percebeu mudanças no comportamento da esposa a partir de setembro do ano passado e acredita que foi nesse período que os abusos começaram.
Durante o depoimento, William também fez alegações de que a esposa teria buscado obter benefícios governamentais utilizando o nome das crianças. Segundo ele, essa situação também estaria sendo investigada pelas autoridades. Até o momento, não há confirmação pública dessas alegações.
Ele ainda relatou os impactos emocionais e profissionais causados pelo caso.
“Perdi serviços por causa dessa situação. Aqui na América não pode ficar sem trabalhar. Estou tentando reconstruir minha vida.”
William também afirmou sentir frustração com a demora da resposta das autoridades.
“Já fui várias vezes ao departamento de polícia. Passei horas lá. Sinto que a Justiça ainda não fez o que precisava ser feito.”
Ao final da entrevista concedida com exclusividade ao jornal GNewsUSA, ele disse repudiar qualquer forma de violência contra crianças.
“Meus filhos são criados na conversa. Conversar ensina muito mais do que qualquer surra.”
Mãe cobra respostas das autoridades
Desirre afirma que sua prioridade é garantir a segurança dos filhos e responsabilizar os envolvidos. Segundo ela, os relatos das crianças, a existência de vídeos das agressões e a prisão da suspeita demonstram a gravidade dos fatos e justificariam uma atuação mais rápida das autoridades competentes.

Até o momento da publicação desta reportagem, não havia informação pública sobre decisão judicial definitiva referente às denúncias apresentadas pela família.
Esta reportagem investigativa foi produzida por Thathyanno Desa, repórter investigativo do jornal GNewsUSA. Em respeito aos princípios do jornalismo, o GNewsUSA entrou em contato com a acusada que preferiu se manifestar após autorização dos advogados; com isso, mantemos o espaço aberto para manifestação, esclarecimentos ou posicionamentos de Diana Margarita Villalobos Rodriguez, William de Oliveira Krutsch, de seus representantes legais e das autoridades competentes. Caso novas informações sejam apresentadas, a reportagem será atualizada, em observância ao direito ao contraditório, à ampla defesa e ao compromisso com a informação precisa e responsável.
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