Agência de imigração dos Estados Unidos passa a intensificar o uso de ferramentas digitais, inteligência artificial e bancos de dados para identificar e monitorar estrangeiros sem autorização de permanência no país
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) tem ampliado o uso de tecnologias avançadas para localizar imigrantes em situação irregular no país. A estratégia inclui o emprego de inteligência artificial, cruzamento de bancos de dados públicos e privados, além de sistemas capazes de reunir informações sobre a rotina e a localização de pessoas investigadas.
De acordo com autoridades americanas, o objetivo é tornar as operações de fiscalização mais rápidas e eficientes, permitindo que os agentes identifiquem possíveis alvos antes mesmo das ações em campo. As ferramentas utilizadas conseguem reunir dados provenientes de registros públicos, documentos oficiais, histórico de endereços e outras bases de informações autorizadas.
A ampliação do monitoramento faz parte da política de endurecimento das ações contra a imigração irregular adotada pelo governo dos Estados Unidos. O ICE afirma que os recursos tecnológicos são empregados para reforçar a aplicação das leis migratórias e aumentar a precisão das investigações.
Entidades de defesa dos direitos dos imigrantes, no entanto, demonstram preocupação com o avanço dessas ferramentas. Segundo organizações civis, o uso cada vez maior de sistemas de monitoramento e análise de dados pode levantar questionamentos sobre privacidade, transparência e proteção de direitos individuais, especialmente quando envolve informações pessoais de milhões de pessoas.
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