Jogador argentino procura esposa e filhos desaparecidos após terremotos na Venezuela

Foto: Reprodução.
Lucas Trejo, atleta do Marítimo, fez um apelo nas redes sociais após o desabamento do prédio onde sua família morava; número de mortos no país sobe para 188 e equipes seguem as buscas entre os escombros
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

A tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) ganhou um drama adicional com o desaparecimento da família do jogador argentino Lucas Trejo, atleta do Marítimo, clube da segunda divisão do futebol venezuelano.

Por meio das redes sociais, Trejo fez um apelo emocionado em busca de informações sobre sua esposa, Yani Maranella, e os dois filhos do casal, Aarón Trejo Maranella e Ainhoa Trejo Maranella, que estariam desaparecidos após o desabamento do edifício onde moravam, na região de Playa Grande, no estado de La Guaira.”

“Nosso edifício em Playa Grande caiu. Não sei nada da minha família. Por favor, orem por eles e compartilhem esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que eles não estavam lá. Orem pela minha família”, escreveu o jogador.

A publicação rapidamente ganhou repercussão entre torcedores, atletas e moradores da região, que passaram a compartilhar o pedido na tentativa de localizar os familiares do argentino.

Enquanto isso, as autoridades venezuelanas seguem contabilizando os impactos da catástrofe. Segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, o número de mortos subiu para 188 nesta quinta-feira (25). Além das vítimas fatais, há pelo menos 1.520 feridos, cerca de 200 pessoas presas sob escombros e outras 157 desaparecidas.

Os tremores também deixaram um rastro de destruição em diversas cidades do país. Oito hospitais foram afetados, alguns precisaram ser evacuados, e mais de 2.900 famílias sofreram consequências diretas da tragédia.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), dois fortes terremotos atingiram a costa norte venezuelana em um intervalo inferior a um minuto. O primeiro registrou magnitude 7,2, seguido por um segundo tremor de magnitude 7,5, considerado um dos mais intensos a atingir o país em mais de um século.

Em Caracas, equipes de emergência trabalham sem parar na tentativa de encontrar sobreviventes entre os edifícios destruídos. Familiares de desaparecidos acompanham as operações com esperança e apreensão.

“Quando descemos, a cena parecia um filme de terror”, relatou Maria Alejandra, moradora de um prédio vizinho a uma das áreas atingidas. “Tivemos que passar por cima dos escombros. Vi vizinhos saindo desesperados, mas daquele prédio apenas uma família conseguiu escapar.”

Diante da gravidade da situação, a Organização das Nações Unidas (ONU) e diversos países anunciaram o envio de ajuda humanitária para apoiar os trabalhos de resgate e assistência às vítimas.

As autoridades alertam que o número de mortos e desaparecidos pode continuar aumentando à medida que as buscas avançam nas áreas mais afetadas.

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