Investigação aponta que material biológico pode ter sido utilizado em experimentos; caso provoca comoção e levanta questionamentos em um dos países com legislação mais rígida sobre o aborto na Europa
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Uma médica de 57 anos, identificada como Magdalena H, foi presa na Polônia após a polícia encontrar 34 fetos humanos enterrados no jardim de uma antiga propriedade ligada a ela. A descoberta ocorreu durante uma investigação iniciada após a denúncia da presença de resíduos médicos no local, situado na região de Lutoryz, no sudeste do país.
De acordo com as autoridades, equipes compostas por policiais, peritos e cães farejadores realizaram buscas na área e localizaram os restos biológicos enterrados no terreno. A suspeita é de que o material tenha sido utilizado em experimentos conduzidos pela médica, hipótese que ainda está sendo apurada pelos investigadores.
A profissional, não possui antecedentes criminais. Ela responde por acusações relacionadas à profanação de cadáveres, descarte irregular de resíduos médicos e armazenamento inadequado de materiais considerados perigosos. Caso seja condenada, poderá enfrentar uma pena de até 12 anos de prisão.
Segundo o Ministério Público polonês, não existem evidências, até o momento, de que os fetos tenham origem em abortos realizados ilegalmente. Ainda assim, o caso gerou forte repercussão nacional, especialmente porque a Polônia possui uma das legislações mais restritivas da Europa em relação ao aborto.
Durante depoimento, a médica negou ter cometido os crimes atribuídos a ela, mas admitiu que foi responsável por transportar e enterrar os fetos encontrados na propriedade, além de outros resíduos médicos. A Justiça determinou sua prisão preventiva por três meses enquanto as investigações continuam.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades polonesas, que buscam esclarecer a origem dos fetos, a finalidade do material biológico e se outras pessoas tiveram participação nas práticas investigadas.
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