EUA divulgam nova leva de arquivos secretos sobre OVNIs e reacendem debate sobre fenômenos aéreos

Quarta remessa de documentos reúne 334 registros produzidos entre as décadas de 1940 e 2025, incluindo relatórios históricos, vídeos recentes e imagens da NASA de casos que permanecem sem explicação oficial
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA 

O governo dos Estados Unidos tornou pública a quarta remessa de documentos desclassificados sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs), nomenclatura oficial adotada para os chamados OVNIs. Ao todo, foram liberados 334 arquivos produzidos entre a década de 1940 e 2025, ampliando o acesso a registros que permaneceram sob sigilo por décadas.  

A divulgação integra o programa PURSUE (Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters), criado para aumentar a transparência sobre investigações envolvendo relatos de objetos e fenômenos aéreos não identificados.  

Entre os materiais disponibilizados estão documentos históricos relacionados ao Projeto Sign, de 1948, registros de conferências realizadas em Los Alamos no ano seguinte, vídeos de ocorrências registradas em 2025 nos mares Amarelo e da China Oriental e fotografias captadas pela NASA durante a missão STS-80, em 1996, que mostram objetos ainda sem identificação conclusiva em órbita terrestre.  

Segundo o Departamento de Guerra dos EUA, todos os casos divulgados permanecem classificados como “não resolvidos”. Isso significa que, até o momento, os investigadores não conseguiram determinar a origem ou a natureza dos fenômenos, seja pela ausência de informações suficientes ou por características que ainda desafiam uma explicação definitiva.  

Autoridades americanas afirmam que a publicação dos arquivos faz parte de uma política de maior transparência, permitindo que pesquisadores, especialistas e o público tenham acesso aos registros originais. Apesar disso, o governo reforça que a divulgação dos documentos não representa confirmação de atividade extraterrestre, apenas o reconhecimento de que determinados episódios continuam sem uma conclusão oficial.

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