Homem admite em tribunal federal que divulgou informações pessoais de advogada do ICE

Ele se declarou culpado de uma acusação de violação da proteção de indivíduos que exercem certas funções oficiais

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Um cidadão americano de nome Gregory John Curcio, de 68 anos, admitiu no mês passado, perante um tribunal federal, ter divulgado informações pessoais de uma advogada do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Curcio se declarou culpado de uma acusação de violação da proteção de indivíduos que exercem certas funções oficiais.

Residente em Santa Monica, Califórnia, o homem identificou sua vítima como uma agente do ICE e tornou público seu endereço residencial, além de instruir outras pessoas nas redes sociais a mandar a polícia para o endereço dela, uma prática conhecida como “swatting”.

“Os advogados do ICE atuam em casos de deportação contra imigrantes ilegais que violam os direitos humanos, são assassinos, pedófilos e terroristas. Assim como todos os funcionários federais, eles desempenham um papel fundamental na proteção da vida dos americanos. O governo Trump tem tolerância zero para pessoas que colocam em risco a segurança desses profissionais da área jurídica”, disse o vice-diretor do ICE, Charles Wall.

A vítima desse caso relatou às autoridades federais que Curcio morou no prédio de apartamentos de sua mãe, em Santa Monica, e a ameaçou por anos antes de expor seus dados pessoais como advogada do ICE.

Violência contra o ICE

A agência de imigração dos EUA voltou a destacar que seus agentes estão enfrentando um aumento alarmante de ameaças e ataques violentos, incluindo um aumento de 1.300% em agressões, de 3.200% em ataques com veículos e de 8.000% em ameaças de morte.

Doxing e swating

Curcio praticou o ato ilegal de ‘doxing’ ao publicar informações privadas ou identificadoras sobre uma pessoa na internet com intenções maliciosas. Também incentivou a prática de ‘swatting’ contra a vítima, um tipo de assédio que consiste em fazer chamada de emergência para a polícia, relatando falsamente um crime em andamento em um endereço, com objetivo de provocar uma grande mobilização policial no local.

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