Documentos judiciais dizem que cada estrangeiro pagou a um grupo de seis “facilitadores” até US$ 100 mil para ser colocado em contato com um cidadão americano e obter a residência legal
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Nesta quarta-feira (12), o Departamento de Justiça (DOJ) acusou 11 pessoas de envolvimento em um esquema que durou 10 anos e organizou cerca de 1.000 casamentos de fachada para permitir que cidadãos de outros países obtivessem status de imigração legal nos Estados Unidos. Conforme documentos judiciais, a maioria das pessoas que se beneficiou do esquema é da China.
As investigações apontam que cada estrangeiro pagou a um grupo de seis “facilitadores” até US$ 100 mil para ser colocado em contato com um cidadão americano e obter a residência legal. A acusação diz que os cidadãos americanos receberam até US$ 30 mil para aceitar os casamentos de fachada.
Em seguida os participantes do esquema ajudaram os recém-casados a enviar a documentação necessária ao Departamento de Segurança Interna (DHS), possibilitando que os estrangeiros, principalmente chineses, se tornassem residentes permanentes legais.
Para o procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, o esquema é “um dos maiores processos por fraude matrimonial da história dos EUA”. Ele disse que o golpe demonstra até onde as pessoas são capazes de ir para burlar o sistema de imigração do país.
Restrição ao “turismo de parto”
A acusação das 11 pessoas que podem ter envolvimento no esquema acontece após o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva, na semana passada, com objetivo de restringir o “turismo de parto”. A medida é uma resposta à Suprema Corte, que decidiu a favor de amplos direitos de cidadania a bebês recém-nascidos nos Estados Unidos.
O Departamento de Estado informou nesta quarta-feira que iniciou um esforço para revisar as atividades de portadores de visto, no intuito de reprimir mulheres que chegam aos EUA com o único objetivo de obter a cidadania americana para seus filhos.
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