Carlos Felipe Jaramillo-Grajales foi condenado a três anos de prisão federal após se declarar culpado de diversos crimes
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Uma investigação conduzida pela Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) resultou na condenação de um imigrante ilegal da Colômbia, que votou em eleições do país por mais de 20 anos alegando falsamente ser cidadão americano.
No dia 12 de agosto, Carlos Felipe Jaramillo-Grajales foi condenado pela Justiça dos EUA a três anos de prisão federal após se declarar culpado de prestar informações falsas em um pedido de passaporte americano, roubo de identidade qualificado, falsificação de número de seguro social e falsa alegação de cidadania americana.
De acordo com o Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito Central da Flórida, Jaramillo-Grajales usou o nome, a data de nascimento e o número do Seguro Social de um cidadão americano para solicitar e obter um passaporte. Depois, utilizou as mesmas informações para alegar cidadania americana, solicitar e obter uma carteira de motorista da Flórida e se registrar para votar, conseguindo participar de diversas eleições.
Utilizando o nome falso, o colombiano também se casou com uma mulher que chegou aos EUA em 2003 com um visto de visitante, permitindo que ela solicitasse naturalização, já que supostamente era casada com um cidadão americano.
Após a mulher conseguir se naturalizar, eles se separaram em 2020 e Jaramillo-Grajales retornou à Colômbia usando o nome falso. Posteriormente sua ex-esposa viajou ao mesmo país e solicitou um visto de noivo para ele usando seu nome verdadeiro. Depois de conseguir o visto, o colombiano retornou aos EUA com o nome verdadeiro e casou-se novamente com a ex-esposa em junho de 2025, com objetivo de obter residência permanente com base no casamente com uma cidadã americana. Antes disso, a fraude foi descoberta pela HSI do ICE.
Secretário de Segurança Interna diz que vai deportar colombiano
O Secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, comentou sobre a condenação de Jaramillo-Grajales, afirmando que ele será deportado. “Graças ao trabalho árduo dos homens e mulheres da HSI, juntamente com nossos parceiros federais, este criminoso está fora de nossas comunidades e, ao final de sua pena, será deportado do país. O DHS sempre lutará para proteger a integridade de nossas eleições, porque a segurança eleitoral é segurança nacional. Somente americanos devem eleger líderes americanos”, disse.
O caso foi investigado pela HSI com o apoio do Serviço de Segurança Diplomática (DSS) do Departamento de Estado dos EUA e do Gabinete do Inspetor-Geral da Administração da Segurança Social. A acusação foi conduzida pelo Procurador Federal Adjunto Arnold B. Corsmeier.
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