PF amplia investigações e pede terceiro inquérito contra Lulinha

Filho do presidente Lula volta a ser alvo da Polícia Federal em nova investigação por suspeita de tráfico de influência

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido foi encaminhado à Corte e poderá ser analisado pelo ministro André Mendonça, que já relata outros dois procedimentos envolvendo o empresário.

Segundo a Polícia Federal, o novo inquérito busca apurar suspeitas de tráfico de influência relacionadas à atuação de Lulinha em favor de empresas parceiras. A investigação pretende verificar se houve utilização de influência junto ao governo federal para beneficiar interesses privados.

Com esse novo pedido, sobe para três o número de investigações envolvendo o filho do presidente. No primeiro inquérito, a PF apura suspeitas de atuação em negociações ligadas ao Ministério da Saúde e à comercialização de cannabis medicinal. A investigação busca esclarecer se houve intermediação de interesses privados junto ao governo federal.

O segundo procedimento investiga a suspeita de favorecimento a um empresário que buscava firmar contratos com a Dataprev e outros órgãos da administração pública.

O avanço das investigações ocorre em um momento de forte repercussão política e pode ampliar a pressão sobre o governo federal, especialmente durante o período eleitoral. Nos bastidores, aliados do presidente demonstram preocupação com os possíveis impactos das apurações na campanha à reeleição.

O pedido da Polícia Federal será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que decidirá sobre a abertura formal do terceiro inquérito. Caso seja autorizado, Lulinha passará a ser alvo de três investigações distintas conduzidas pela Polícia Federal, todas relacionadas a suspeitas de tráfico de influência e possível favorecimento em negociações envolvendo órgãos do governo federal.

Essa versão mantém o foco na investigação, evita reproduzir declarações de defesa e deixa claro que as acusações ainda estão sendo apuradas.

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