Uma testemunha disse à polícia que as últimas palavras da vítima foram “aquele cara acabou de me matar”, apontando o imigrante como autor do crime
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
As autoridades do Condado de Broward, na Flórida, receberam um pedido de detenção emitido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) contra um imigrante ilegal acusado de matar um colega de quarto a golpes de facão em Hallandale Beach. O crime aconteceu no dia 2 de agosto e foi divulgado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) nesta terça-feira (11).
O alvo do mandado é Edy Jose Rivas-Rizo, um imigrante natural da Nicarágua flagrado por câmeras de segurança perseguindo seu colega de quarto com um facão e chegando a esfaqueá-lo. As imagens mostram, em seguida, ele lutando com a vítima no chão.
Após duas testemunhas segurarem Rivas-Rizo, o homem esfaqueado conseguiu se afastar, mas desmaiou momentos depois. Ele foi levado a um hospital local e declarado morto pouco tempo depois. Uma testemunha disse à polícia que as últimas palavras da vítima foram “aquele cara acabou de me matar”, apontando o nicaraguense como autor do crime.
A polícia local prendeu Rivas-Rizo no mesmo dia da ocorrência e o acusou de homicídio em primeiro grau. No dia 3 de agosto o ICE expediu um pedido de detenção contra ele junto à Cadeia do Condado de Broward.
O Secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, lamentou o crime. “Este imigrante ilegal violento e criminoso foi acusado de assassinato após esfaquear fatalmente seu colega de quarto com um facão. Sua vítima ainda estaria viva se não fosse pela administração Biden tê-lo liberado no país”, disse.
“O ICE entrou com um pedido de detenção solicitando às autoridades do Condado de Broward que não libertem este criminoso da prisão. Trabalharemos com nossos parceiros na Flórida para garantir que este assassino seja deportado do nosso país. Deportar imigrantes ilegais salva vidas”, acrescentou.
Rivas-Rizo ingressou ilegalmente nos Estados Unidos pela fronteira da Califórnia em abril de 2022 e foi detido pela Patrulha da Fronteira, mas acabou liberado no país durante o governo Biden.
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