O departamento celebrou a autorização para que o governo continue a usar o sistema elaborado a partir de um banco de dados de imigração
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Proferida na última sexta-feira (25), a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que permite o uso de um sistema para verificação da cidadania de eleitores foi celebrada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) neste fim de semana.
O órgão comemorou a autorização para que o governo continue usando o sistema elaborado a partir de um banco de dados de imigração. A deliberação da Suprema Corte suspende uma ordem anterior do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, emitida em 22 de junho de 2026, que impedia a implementação do sistema.
“Esta decisão é uma vitória para a integridade das eleições. É notável que tenhamos precisado entrar com um pedido de emergência na Suprema Corte apenas para podermos usar dados do governo para impedir que não cidadãos votem ilegalmente”, comentou o Conselheiro Geral do DHS, James Percival. “As eleições americanas são para os americanos. O governo Trump e o Departamento de Segurança Interna usarão todas as ferramentas à nossa disposição para garantir a segurança de nossas eleições.”
O programa intitulado ‘Verificação Sistemática Modificada de Estrangeiros para Fins de Benefícios’ permite a pesquisa simultânea de vários registros de estrangeiros, com possibilidade de consulta pelos números do Seguro Social das pessoas cadastradas.
Antes de ser bloqueado, o sistema vinha sendo usado em estados governados por republicanos para a comparação das listas de eleitores locais com as informações contidas no banco de dados. Essas consultas resultaram em cancelamentos de registros eleitorais de não cidadãos americanos.
Segundo o DHS, a inciativa surge na sequência da Ordem Executiva 14248, assinada por Trump com objetivo de preservar e proteger a integridade das eleições americanas. A ordem estabelece que “o Secretário de Segurança Interna deverá, em conformidade com a legislação aplicável, assegurar que os funcionários estaduais e locais tenham, sem necessidade de pagamento de qualquer taxa, acesso a sistemas adequados para verificar a cidadania ou o estatuto imigratório de indivíduos que se registem para votar ou que já estejam registados”.
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