Investigada foi presa na Vila Kennedy; agentes apreenderam documentos falsos, cartões e celulares
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (23), uma mulher de 46 anos durante uma operação de combate a fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. A ação ocorreu na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, a investigada teria causado um prejuízo superior a R$ 400 mil à instituição pública por meio de operações fraudulentas envolvendo empréstimos consignados e saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os agentes apreenderam dois celulares, documentos de identidade falsos, cartões bancários em nome de terceiros e documentos que poderiam ser utilizados em fraudes relacionadas a benefícios sociais.
Esquema investigado
De acordo com as informações da Polícia Federal, o esquema utilizava documentos falsificados para realizar alterações nos dados de clientes e permitir o acesso indevido a serviços bancários.
A investigação aponta que os documentos eram utilizados para a contratação irregular de empréstimos consignados e para a realização de saques fraudulentos de FGTS, sem autorização dos titulares das contas.
Os valores obtidos nas operações eram posteriormente movimentados por meio de contas de terceiros, segundo os investigadores.
Investigação começou em 2025
As apurações começaram em 2025, depois que a Caixa Econômica Federal encaminhou informações à Polícia Federal sobre movimentações consideradas suspeitas.
A partir da análise dos dados, os investigadores passaram a reunir elementos sobre a atuação da suspeita e chegaram ao prejuízo estimado em mais de R$ 400 mil.
Material será analisado
Os celulares, documentos e cartões apreendidos durante a operação serão analisados pela Polícia Federal. O objetivo é identificar novas movimentações, possíveis vítimas e verificar se outras pessoas participaram das fraudes.
A investigação também deverá esclarecer a extensão do esquema e se existem outros casos relacionados aos mesmos métodos utilizados.
A mulher foi presa e permanece à disposição da Justiça. As suspeitas ainda serão apuradas no decorrer do processo, e a responsabilidade criminal deverá ser definida pelas autoridades judiciais.
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