Rubio acompanha 2º turno no Brasil: “Vamos ver como se desenrola”

Secretário de Estado dos EUA demonstra atenção à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pela Presidência

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou que Washington acompanha de perto a disputa pela Presidência do Brasil entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Questionado sobre a eleição brasileira, Rubio declarou que “todos esperavam” por um segundo turno e afirmou que os Estados Unidos aguardam para “ver como as coisas se desenrolam” na disputa que definirá o próximo presidente do país.

A declaração coloca a eleição brasileira novamente no radar da política externa americana, especialmente diante da proximidade entre o governo de Donald Trump e setores da direita brasileira.

Rubio é uma das principais figuras da política externa do governo Trump e vem ampliando a atuação dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe. Sua posição ganha ainda mais relevância diante das manifestações anteriores de Lula, que já demonstrou preocupação com uma possível influência do secretário no processo eleitoral brasileiro.

Em setembro, durante entrevista, Lula afirmou estar “muito preocupado” com Rubio e mencionou uma possível proximidade do secretário com o “pessoal do bolsonarismo”. Na ocasião, o presidente brasileiro classificou como suspeita a possibilidade de interferência e afirmou que a situação seria mais grave caso houvesse uma atuação direta.

Rubio amplia atuação dos EUA na América Latina

A postura de Rubio em relação ao Brasil ocorre em meio a uma política externa americana marcada pelo fortalecimento da presença de Washington no continente.

Desde que assumiu o cargo, o secretário realizou viagens a diferentes países da América Latina e do Caribe e passou a liderar iniciativas voltadas ao combate ao narcotráfico e à ampliação da cooperação entre governos alinhados à administração Trump.

Entre essas ações está a Coalizão das Américas contra os Cartéis, criada para integrar países em operações de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. A iniciativa reúne nações latino-americanas e caribenhas e vem ampliando sua participação desde o início do ano.

Colômbia, Equador e Paraguai também concordaram com a entrada de tropas americanas em seus territórios no contexto das operações de segurança.

Venezuela e Cuba também estão no centro da estratégia

Rubio também desempenha papel central na política americana para a Venezuela. Após a captura e prisão do ex-presidente Nicolás Maduro, Washington passou a trabalhar em um plano para Caracas dividido em três etapas: estabilização, recuperação e transição.

Em Cuba, o secretário igualmente adotou uma postura de forte pressão contra o regime comunista. O governo Trump ampliou as medidas econômicas contra a ilha, enquanto o país enfrenta dificuldades no abastecimento de combustível e sucessivos problemas no fornecimento de energia.

Rubio afirmou recentemente que Washington espera que o governo cubano “escolha um caminho diferente” e advertiu que aqueles que acreditam poder simplesmente esperar o fim do governo Trump poderão enfrentar consequências.

Eleição brasileira ganha dimensão internacional

A manifestação de Rubio ocorre em um momento em que a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro ultrapassa o cenário doméstico e passa a despertar atenção também no exterior.

Para a direita brasileira, a declaração representa um sinal de que a eleição presidencial do país é acompanhada de perto pelo governo Trump e por uma das principais autoridades da diplomacia americana.

Com a aproximação do segundo turno, a atenção internacional tende a aumentar, especialmente diante da disputa entre dois projetos políticos profundamente diferentes e da crescente influência da política externa dos Estados Unidos sobre os assuntos estratégicos da América Latina.

Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD

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