Trump anuncia Stephen Miller como novo chefe de gabinete da Casa Branca

Defensor de políticas migratórias rigorosas, substituirá Susie Wiles e terá maior influência nas decisões presidenciais

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (6 de novembro de 2026) que Stephen Miller será o novo chefe de gabinete da Casa Branca. Considerado um dos assessores mais influentes e próximos do republicano, Miller é conhecido por defender políticas rigorosas de imigração e por sua atuação na construção das principais propostas de segurança de fronteiras do primeiro mandato presidencial de Trump.

A mudança ocorre após as eleições legislativas de meio de mandato, nas quais os republicanos sofreram uma derrota e perderam o controle do Congresso. Trump afirmou que deseja promover mudanças em sua administração e escolheu um dos seus colaboradores mais antigos para assumir uma das funções mais importantes do governo.

Miller substituirá Susie Wiles, que deixa o cargo após desempenhar papel central na campanha presidencial de Trump em 2024 e na organização da Casa Branca durante o atual mandato. A mudança está prevista para entrar em vigor na segunda-feira (9).

Quem é Stephen Miller, o principal nome da política migratória de Trump

Aos 41 anos, Stephen Miller acompanha Trump desde a campanha presidencial de 2016. Antes de integrar a equipe republicana, trabalhou como assessor do então senador Jeff Sessions, que foi um dos primeiros políticos importantes a apoiar a candidatura de Trump.

Miller ganhou projeção nacional por sua atuação na elaboração de medidas restritivas à imigração. Por sua participação na política de construção do muro na fronteira entre Estados Unidos e México, ficou conhecido como um dos principais idealizadores do projeto, frequentemente chamado de o homem por trás do muro.

Durante o primeiro governo Trump, também participou da elaboração de medidas como a proibição de entrada de cidadãos de determinados países de maioria muçulmana, conhecida como Muslim Ban, e políticas mais rígidas de controle migratório.

No atual mandato, Miller ocupava o cargo de vice-chefe de gabinete e continuava exercendo forte influência sobre as decisões presidenciais, especialmente nas operações de fiscalização e deportação de imigrantes em situação irregular.

Política de deportações deve continuar no centro do governo

Desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, Miller esteve diretamente envolvido na ampliação das operações de imigração conduzidas pelas autoridades federais.

Entre as medidas defendidas por ele está a intensificação das prisões de imigrantes em situação irregular, com uma meta de até 3 mil detenções por dia. As operações passaram a ocorrer em diferentes regiões do país e atingiram também pessoas sem antecedentes criminais.

A estratégia provocou críticas de setores da oposição e questionamentos sobre os métodos utilizados pelas autoridades migratórias. Pesquisas também apontaram resistência de parte da população americana à condução dessas operações.

Além da imigração, Miller teve participação na agenda de redução da estrutura do funcionalismo federal, nas disputas do governo com universidades e em iniciativas relacionadas à ampliação dos poderes do Executivo.

Trump substitui Susie Wiles após mudanças na administração

Susie Wiles foi a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de gabinete da Casa Branca. Estrategista política experiente, teve participação decisiva na campanha que levou Trump de volta à Presidência em 2024.

Durante sua passagem pelo governo, ficou conhecida pela capacidade de organizar a equipe presidencial e administrar a rotina da Casa Branca. Sua saída acontece após um período de desgaste político e mudanças internas na administração.

Segundo informações divulgadas sobre a transição, Wiles deverá continuar ligada ao grupo político de Trump, embora deixe a função de coordenação direta do governo.

A substituição também chama a atenção porque Miller é conhecido por defender uma atuação mais agressiva na implementação das prioridades presidenciais, especialmente nas questões migratórias e nos conflitos com adversários políticos.

Nomeação indica nova fase da administração Trump

Como chefe de gabinete, Miller terá responsabilidade pela organização da equipe presidencial, coordenação da agenda do presidente e articulação entre diferentes setores da administração federal.

A escolha reforça a presença de um dos principais defensores da agenda conservadora de Trump em uma posição estratégica dentro da Casa Branca.

Em sua manifestação após o anúncio, Miller declarou lealdade ao presidente e afirmou que dedicará seus esforços ao sucesso do governo e dos Estados Unidos.

A nomeação ocorre em um momento de desafios políticos para Trump, que terá de lidar com um Congresso sob maior influência democrata e com investigações sobre decisões de sua administração.

A chegada de Miller ao comando da equipe presidencial sinaliza que Trump pretende manter seus principais compromissos políticos e dar ainda mais espaço a um de seus aliados mais próximos.

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