Enel anuncia aporte de R$ 324 bilhões até 2028 com foco em Europa e EUA

Plano para 3 anos destina 50% às redes elétricas e 38% a projetos de energia renovável em mercados estratégicos

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A multinacional italiana Enel anunciou um plano de investimentos de 53 bilhões de euros para o período de 2026 a 2028, aumento expressivo frente aos 43 bilhões de euros previstos no ciclo anterior. A expansão de 23% sinaliza uma estratégia clara de fortalecimento operacional com foco em mercados considerados mais estáveis.

Metade dos recursos será destinada ao segmento de redes elétricas, área vista como essencial para garantir previsibilidade de receitas e menor exposição à volatilidades políticas. Outros 38% irão para energias renováveis, consolidando a presença da empresa em setores de crescimento estrutural.

Europa e EUA no centro da estratégia

O novo plano concentra investimentos principalmente na Europa e nos Estados Unidos, regiões avaliadas como mais seguras do ponto de vista regulatório e institucional. Aproximadamente 20 bilhões de euros serão direcionados especificamente à geração renovável.

A escolha evidencia uma política de alocação de capital mais seletiva, priorizando países com ambiente de negócios previsível, regras claras e maior crescimento de demanda energética.

No ciclo anterior, 60% dos recursos eram destinados a redes reguladas e 28% a projetos verdes. Agora, a empresa amplia o peso das fontes renováveis, ajustando a carteira às tendências globais sem abrir mão da disciplina financeira.

Retorno ao acionista e disciplina de capital

A companhia projeta lucro por ação entre 0,80 e 0,82 euro em 2028, acima dos 0,69 euro estimados para 2025. O dividendo por ação deve crescer, em média, 6% ao ano, partindo de 0,49 euro.

Além disso, foi anunciado um programa de recompra de ações de 1 bilhão de euros, com execução até julho de 2026 — medida que reforça a estratégia de valorização dos papéis e sinaliza confiança na geração de caixa futura.

Endividamento sob controle

A dívida líquida deve alcançar cerca de 3 vezes o lucro operacional básico, patamar considerado administrável dentro da estratégia de expansão. A companhia sustenta que o aumento da alavancagem acompanha o crescimento projetado e está alinhado à manutenção de equilíbrio financeiro.

Estratégia focada em eficiência

O novo ciclo marca uma postura mais racional na aplicação de recursos, com redução de exposição a ambientes de maior instabilidade e priorização de ativos que garantam retorno consistente.

Em um cenário global de transformação energética, a empresa aposta em crescimento sustentável com foco em rentabilidade, previsibilidade e fortalecimento de sua posição nos principais mercados desenvolvidos.

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